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MENINAS, HOMENS E A MELHOR IDADE. A FORÇA DA SAPATILHA É PARA TODOS.

BALLET ART SANDRA GODOY

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O ballet e a busca do prazer, com benefícios. Mais força muscular, equilíbrio e flexibilidade

SIM, BALLET PARA HOMENS

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Quando os homens se aventuraram no ballet? Homem pode fazer ballet? Existe aula de ballet especial para homens?
Sim, homens dançam ballet. Aliás, foram eles os responsáveis pela criação do ballet, onde, na época, apenas eles tinham permissão para dançar.
O rei da França, Luis XV, era um grande bailarino, e criou a Academia Real de Dança, mais tarde rebatizada de Ópera de Paris. Até o século XVII, apenas homens podiam se profissionalizar no ballet e todos os papéis femininos eram encenados por bailarinos travestidos de mulher.
As mulheres apenas foram introduzidas no ballet em 1681 - mais de 200 anos depois. Com o passar dos anos, a leveza na execução dos movimentos e a forte expressão corporal necessária à dança passaram a ser associadas, exclusivamente, à figura da mulher. Isso acabou contribuindo para o afastamento dos homens desse universo e culminou no surgimento de um preconceito triste e infundado associado à figura do bailarino. Porém, em pleno 2019, qualquer tipo de discriminação não faz mais o menor sentido.
O ballet para homens trabalha a força e a disciplina, assim como com qualquer atleta. As aulas exclusivas para homens tem ênfase nos giros e saltos, com muita explosão e dinâmica, mas ao mesmo tempo sem perder a elegância que o ballet exige. Enquanto as bailarinas demonstram toda delicadeza e leveza nas sapatilhas de ponta, os bailarinos fornecem todo o apoio necessário como partners, para que tudo fique o mais harmônico e belo possível.
Ter homens na função de professores nas aulas masculinas, ajuda muito os alunos a se manterem inspirados. Afinal, os docentes acabam sendo modelos reais para os bailarinos em potencial.
A dança é movida por paixão, por amor e dedicação. Qualquer um que se sinta por isso, tem o direito de dançar e merece ter sua arte respeitada.
O Ballet-Art Sandra Godoy oferece aulas gratuitas de ballets para homens. O curso é realizado aos sábados, das 9h às 10:30h, ministrado pelo professor Alan Marques, ex-bailarino Ballet Sodré do Uruguai.

 

E PORQUÊ NÃO PARA MULHERES, NA MELHOR IDADE?

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E bons projetos apostam na dança, também como terapia, seja para amenizar quadros de depressão, melhorar o convívio social, ou ganhar fortalecimento – a modalidade tem seu espaço na área da saúde. A geriatra já afirma que a atividade é capaz de gerar reserva cerebral e até adiar o surgimento do mal de Alzheimer.
A dança é usada como terapia complementar, e pode ajudar a pessoa a enfrentar quadros de depressão, por exemplo. “A depressão traz sensação de peso, as pessoas perdem a autoestima, a corporalidade”, diz Giuliana Cividanes, pesquisadora da Unifesp.
Carmen Santana, professora de saúde coletiva, na Unifesp, afirma que estudos mostram que atividades de coral, artes plásticas e dança melhoram a qualidade de vida, a saúde mental. Diz que “o tratamento da depressão abrange os medicamentos, a psicoterapia e também a atividade física”.
Independentemente da idade, atividades criativas promovem transformação pessoal, física e psíquica.
Já outro projeto usa “pas de bourrée”, “sous-sus” e “arabesque” para incentivar atividades sociais entre idosos - não entendeu nada, calma, não precisa pesquisar. A resposta é... balé. “Como temos uma sequência coreográfica diferente a cada aula, ela força a memorização e a capacidade de concentração, e percebo um grande avanço nisso nas alunas”, diz Priscila Monsano, fisioterapeuta, bailarina e criadora do projeto Balleterapia.
Segundo Alexandre Busse, geriatra do Hospital das Clínicas da USP, a atividade física para idosos é importante para manutenção e desenvolvimento do equilíbrio e da flexibilidade, o que auxilia na prevenção de quedas. Além disso, pode ajudar a reduzir quadros de dor.

A atriz Patrícia Gaspar, 47 anos, conta que após seis anos “tentando malhar nas aulas de musculação”, voltou ao balé, que já tinha praticado na adolescência, mas “sem o sonho de ser bailarina”. Ao retomar as aulas achou que “seria aquele vexame” e que seu corpo estaria “travado”, mas mudou de idéia ao perceber que, respeitando o seu tempo e os seus limites, o corpo respondia com prazer às demandas da técnica. “Para mim, o balé é uma ioga, porque não trabalha só a parte física mas também a cabeça, a concentração. Você fica mais centrada”. Como atriz, ela explica que aplica na profissão as habilidades treinadas nas aulas, mas afirma que, em qualquer situação do dia a dia o balé ajuda muito.


BIDERMAN, Iara. Força na sapatilha. Folha de São Paulo. São Paulo, 26 nov. 2008. Caderno Equilíbrio. Pag. 6F;
WATANABE, Phillippe. Projetos apostam na dança como terapia. Folha de São Paulo. São Paulo, 26 set. 2017. Caderno Equilíbrio. Pag. B7.

BALLET ADULTO INICIANTE: 
Terças e quintas-feiras às 20h.

 


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(19) 3461.9443

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