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A importância da fisioterapia na prematuridade

ARIANE VENCESLAU

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Crianças nascidas prematuramente devem ser avaliadas, quanto a sua parte motora, sempre o mais cedo possível

Dados da Organização Mundial de Saúde – OMS - apontam que hoje nascem por volta de quinze milhões de crianças prematuras por ano. Destas, cerca de 340 mil só no Brasil - o que nos coloca entre os dez países com maior índice de bebês prematuros.

O que seria o bebê prematuro?
Numa gestação normal o nascimento ocorre entre 37 e 42 semanas. Assim, é considerado prematuro o nascimento em termo inferior ou igual a 36 semanas. A prematuridade se dá entre 32 a 36 semanas, a prematuridade moderada entre 31 e 33 semanas, a prematuridade grave, entre 28 e 30 semanas, e, a prematuridade extrema, quando inferior a 28 semanas.
As mulheres com maiores predisposição a ter um parto prematuro são as que estão grávidas de gêmeos ou múltiplos, assim como as que já passaram por um parto prematuro anteriormente, ou, as que possuem problemas no colo do útero. Segundo o Centro de Atenção à Saúde da Mulher –CAISM/Unicamp, um dos principais fatores é a hipertensão, responsável por 90% dos casos, além dos fatores álcool, estresse, diabetes e gravidez de mulheres acima de 35 anos.
Os bebês prematuros têm maior probabilidade de apresentar atraso do desenvolvimento neuropsicomotor, decorrente de possíveis sequelas neurológicas, tais como a encefalopatia crônica não progressiva / paralisia cerebral, a deficiência auditiva, deficiência visual, problemas cardiorrespiratórios, dificuldade de aprendizagem e ou déficit de atenção.

Qual é o papel da fisioterapia?
A Fisioterapia Neurológia Infantil tem como objetivo principal promover um desenvolvimento motor próximo ao bebê a termo (gestação de 37 a 42 semanas), prevenir e promover um diagnóstico precoce do surgimento de sequelas tardias através da estimulação precoce dessas crianças.

Como é feito?
A estimulação precoce destes bebês é realizada através de estímulos táteis, visuais e auditivos, de acordo com as fases de desenvolvimento, proporcionando uma maior aprendizagem motora e aumentando a interação da criança com o ambiente, de forma lúdica. O acompanhamento é semanal, com duração e frequência de acordo com a necessidade da criança, estipulada pelo fisioterapeuta, respeitando a peculiaridade de cada criança. É trabalhado o controle cervical – cabeça, aos quatro meses de idade; o sentar com apoio dos braços, entre o sexto e sétimo mês; o engatinhar, entre o oitavo e décimo mês; e, o andar, entre o décimo segundo e décimo quarto mês.
Lembrando que a estimulação precoce deve ser realizada por fisioterapeuta especialista em neurologia infantil, para que surta os melhores resultados para a criança. 


 

Ariane Venceslau
Crefito-3 183616-F
Fisioterapeuta Especialista em Reabilitação Neurológica Infantil – Unicamp
Cuevas Medek Exercises – Nível II




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