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Uma jornada de amor

ANA PAULA BANOV

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A vida fica mais leve quando aprendemos a amar nossa própria história

Acredito que por várias vezes ao longo da vida perguntamos: o que nós somos? E, talvez, a melhor resposta para esta pergunta encontramos numa psicanalista austríaca, chamada Melanie Klein (1882-1960). Somos “tudo de bom e de mau pelo que passamos desde os nossos primeiros dias de vida; tudo o que recebemos do mundo externo e tudo o que sentimos no nosso mundo interno: experiências felizes e tristes, as relações com as pessoas, atividades, interesses e pensamentos de todos os tipos – ou seja, tudo o que vivemos – faz parte de nós mesmos e ajuda a construir nossa personalidade”.
Em outras palavras, só somos o que somos pelo conjunto de tudo o que vivemos até aqui. E por estarmos vivos, parece que, até agora, estamos fazendo um bom trabalho. Mas é claro que é possível melhorar a nossa convivência com nós mesmos. Como? Com amor! Isso mesmo. Apesar de parecer uma resposta simplista, sejamos honestos, da forma como vivemos hoje em dia, com nossas correrias, competições, excesso de exposição nas redes sociais, seria realmente possível amar sinceramente? Amar nossa própria história, amar quem nos tornamos a partir da nossa história, quando “todos” mostram vidas mais perfeitas, em fotos perfeitas, com rostos sorridentes. Por isso é tão importante que possamos aprender mais sobre o amor.
Quando aprendemos a olhar para nosso passado, para nossas dores, doenças, com amor, conseguiremos compreender o que cada situação tem para nos ensinar. Sim, devemos olhar, e amar, até nossas doenças, porque elas também têm algo para nos mostrar, uma mensagem que devemos acolher e transformar em mudança em nós.
O desenvolvimento desta aprendizagem é pessoal e intransferível, onde cada um tem seu tempo. Mas, é possível buscar ajuda para que este processo vital seja mais leve. Não precisa ser feito sozinho. Você pode conversar com verdadeiros amigos, eles podem ajudar. Porém, lembre-se que há profissionais que possuem técnicas e conhecimentos para estar com você nesta linda e gratificante jornada.
Esta jornada de amor é contínua, infinita. Estou caminhando na minha e me sinto honrada em acompanhar a jornada de outras pessoas, apoiando em cada parte, boa ou nem tão boa assim, e me emocionando em cada conquista. E ouso fazer minhas as palavras da Julia Kristeva, filósofa e psicanalista: “ser psicanalista é saber que todas as histórias terminam falando de amor.”


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Ana Paula Banov
Psicanalista Clínica


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