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Depressão e suicídio infantil?

EMANUELE MENDES

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Existe sim e precisamos conversar

Vivemos cercados de estímulos tecnológicos, informações via internet, meios sociais, numa realidade cotidiana que afeta nossas crianças e adolescentes. Nem sempre os pais têm a real consciência do mundo dos seus filhos, e aí está um ponto preocupante que necessita ser discutido, observado e orientado. Com tanto a fazer, algumas coisas passam despercebidas e para dificultar nossos jovens possuem uma forma atípica de demonstrarem o que sentem – até mesmo por não saber verbalizar os sentimentos.
Em síntese, comportamentos do tipo horas na frente do celular, da internet ou televisão, fechados no quarto ou isolados, diminuição da socialização, humor instável, distúrbios do sono, autodepreciação, queda no desempenho escolar, podem ser sinais de uma depressão infantil/adolescente. Mesmo sem dados oficiais estima-se que a incidência da depressão infantil gire em torno de 1 a 3% da população até dezessete anos o que significa oito milhões de crianças/adolescentes.
Já outros comportamentos podem estar associados com o transtorno afetivo na infância, numa forma atípica de demonstrarem o que sentem, apresentando hiperatividade, rebeldia, tristeza, pessimismo, ansiedade, assim como tontura, fraqueza e mal-estar.
O processo psicoterapêutico cognitivo-comportamental pode ajudar a reconhecer estes sintomas através de um trabalho voltado para o reconhecimento emocional, psicoeducação sobre o assunto para os jovens e pais, além de técnicas para lidar com as emoções desagradáveis, antes que outros pontos se agravem.
Não podemos observar esses sintomas como “uma frescura”, ou olhar com desdém. Isso “não é coisa de criança” e nem é “fase da aborrecência” como muitos dizem. Se esses sintomas forem diagnosticados a tempo podemos evitar sérios danos. Os comportamentos, atitudes e rotina dos nossos jovens podem dizer muito do que eles sentem e vivenciam.
Outro mal nos assombra. É o suicídio. O suicídio infantil/adolescente existe sim e não podemos fechar os olhos para esta triste realidade. Dados atualizados pela BBC Brasil/Sistema de Informações de Mortalidade do Ministério da Saúde, apontam 2.928 casos de suicídio em 2014 entre jovens de 15 a 29 anos, e, um aumento de 40% no suicídio infantil de 10 a 14 anos.
Por isso a importância de olharmos para nossos jovens com um olhar acolhedor, compreensivo, um ombro amigo e não crítico. A psicoterapia é fundamental nestes casos, no intuito de ajudar crianças, adolescentes e pais a lidarem com este momento tão difícil.


emanuele bio
 

Emanuele Mendes
CRP 06/109101
Terapia Cognitivo-Comportamental
Crianças | Adolescentes | Adultos
Pós-graduada e Especialista em Orientação Profissional
Testes em Orientação Profissional
Especialista em Terapia Infantil
Aplicação de testes WISC e WAIS
Auriculoterapia Francesa


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