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O SEU VAZIO ASSUSTA VOCÊ?

ANA PAULA BANOV

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Os excessos da atualidade estão nos distanciando de nós mesmos


Todos os dias somos consumidos por excessos. É o trabalho, o estudo, a velocidade e o acesso às informações, atualizações nos feeds de notícias de nossas redes sociais, demandas e mais demandas. E acabamos nos esquecendo, ou melhor, fazemos questão de não ficarmos em silêncio ouvindo nossos próprios pensamentos, o que pode assustar, o que o nosso eu mais profundo tem para nos dizer.

É inegável que a internet e tudo o que ela nos proporciona facilita muito a nossa vida, aproximou-nos de pessoas e grupos que não mantínhamos contato, diminuiu as distâncias e o tempo para sabermos de algo novo. Achatou o mundo. Com isso, algumas vezes, nos tornamos arrogantes e estúpidos, donos da verdade e invejosos de uma “perfeita” vida alheia que é postada. Em quantas discussões desnecessárias entramos, seja por política, religião, ou futebol, nas redes sociais.

E é assim que, no mundo de hoje, achamos ter encontrado a fórmula para existirmos, sermos olhados e encontrados. Mas e a nossa essência? O quanto tudo isso nos afasta de nós mesmos? O quanto nos sentimos incompletos? Com a desculpa do “não tenho tempo” deixamos para lá as nossas necessidades, desejos, sonhos. Colocamos em uma caixinha bem escondida aquilo que somos de verdade. Esquecemos nossas faltas e deixamos de buscar nossa satisfação.

Perdemos nossa capacidade de tolerar incertezas, dúvidas e erros. Perdemos o contato com o nosso vazio, com o que realmente é nosso. Talvez por medo dos questionamentos e das respostas que este vazio pode nos trazer – “... Estou onde gostaria de estar?”, “... Gosto do meu trabalho/profissão?”, “... Estou satisfeito com meu relacionamento atual?”.

Gilberto Gil descreve na música “Se eu quiser falar com Deus” a necessidade de silenciar: “Se eu quiser falar com Deus /Tenho que ficar a sós /Tenho que apagar a luz /Tenho que calar a voz /Tenho que encontrar a paz /Tenho que folgar os nós /Dos sapatos, da gravata /Dos desejos, dos receios /Tenho que esquecer a data /Tenho que perder a conta /Tenho que ter mãos vazias /Ter a alma e o corpo nus”. É este vazio a condição básica para falarmos com Deus, ou melhor, conversarmos com nosso eu mais profundo e, a partir daí, criarmos algo novo, desenvolver-nos e voltarmos a caminhar.

Muitas vezes é doloroso buscarmos o nosso vazio sozinho. É aí que entra a psicanálise, paciente e terapeuta irão juntos caminhar e desvendar o vazio, a fim de criar, improvisar e nomear sentimentos, dar sustentação às turbulências e às angústias, bem como o poder olhar para um novo horizonte.


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ANA PAULA BANOV
Psicanalista Clínica

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