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POR QUE AQUILO ME INCOMODA TANTO?

ANA PAULA BANOV

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O que está no nosso inconsciente também se manifesta pela forma como vemos os outros

Têm pessoas e acontecimentos que nos incomodam muito, mais do que gostaríamos. Não sabemos muito bem como nem por que, só sabemos que é quase insuportável. O fato é que, quando percebemos, fizemos nosso julgamento e passamos à rotulagem do que “vemos”.
Mas será que o que vemos é real, ou, é apenas uma projeção de nós mesmos? 
Já falamos anteriormente sobre o inconsciente e como ele se manifesta em nossas ações e visões do mundo. E aqui não é diferente, acabamos por projetar nos outros o que temos de positivo e, infelizmente, o que temos de negativo também - de forma inconsciente. Há uma frase que alguns atribuem a Freud, mas que não se sabe ao certo o autor, que diz exatamente isso: “Quando Pedro me fala de Paulo, sei mais de Pedro do que de Paulo”.
De fato, projetamos nas outras pessoas, imagens, ideias, conceitos e desejos. E a nossa visão é sempre limitada, uma vez que ela é nosso inconsciente se manifestando, através de sua incansável voz, que não vem de forma clara. Agora, podemos aprender a ouvir esse inconsciente. Ora, se tal coisa nos incomoda tanto, por que não buscar um entendimento maior sobre? Queremos tanto ser aceitos pelo que somos, mas continuamos julgando os demais de acordo com nossas vivências. Se me incomoda, tem mais a ver comigo do que com o outro. Em tese, o outro não está - ou não deveria estar - preocupado com o que eu acho, mas eu deveria, porque me afeta, me perturba, me tira a paz. E sou eu quem deve fazer algo por mim.
Conforme vamos nos conhecendo, por inteiro, aprendemos e aceitamos nossas forças, fraquezas e desejos e passamos a ver os outros de forma mais verdadeira, separando o que é meu do que é dele. Desbravar nosso mundo inconsciente pode parecer assustador, uma vez que entraremos em contato com memórias e sensações já adormecidas, e mexeremos em feridas esquecidas, que por vezes ainda sangram, mas ao final vamos cicatrizá-las.
Olhar o mundo e os outros com mais amor implica que eu me ame mais, que eu tenha feito as pazes com o meu passado, ame minha história e entenda como cheguei até aqui. É a partir daí que vou diminuir meu sofrimento, meu julgamento para com os outros e para comigo mesmo – uma saudável consequência para minha vida.


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ANA PAULA BANOV
Psicanalista Clínica

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