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SER MÃE, UMA EXPERIÊNCIA LINDA, MAS NÃO UM “CONTO DE FADAS”

ANA PAULA BANOV

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E você não está sozinha

Uma das visões mais idealizadas na nossa sociedade é a da maternidade. Desde muito pequenos ouvimos sobre esse tal amor materno, incondicional. Porém pouco somos apresentados aos outros sentimentos que uma mãe também pode ter.
Quando uma mulher se arrisca a manifestar suas angústias, dúvidas ou qualquer outra emoção relacionada à maternidade, seja na vida cotidiana ou nas redes sociais, é criticada, julgada, muitas vezes de forma extremamente cruel.
A experiência, profissional e pessoal, mostra que nem sempre as coisas saem como o esperado: uma gravidez não planejada, uma gestação de risco, um bebê especial. Até aqui parece bastante aceitável que essa mãe tenha alguns sentimentos um tanto contraditórios. Só que, os julgamentos pesados vêm quando uma resolve expressar que não está tão feliz quanto imaginou que estaria, que não consegue identificar seu próprio “eu” na loucura do cuidar de uma outra vida, dentre outras tantas angústias.
Não há uma regra para o aparecimento desses sentimentos, dessas sensações. Pode ser na primeira gestação ou não, você pode ter planejado e esperado por anos até que esse bebê finalmente chegasse, você pode ter vinte ou quarenta anos.
Importa saber que você não está sozinha, não acontece só com você. Existem outras tantas mulheres, por aí, sentindo as mesmas coisas, se desenhando como mães más, ingratas e até meio loucas. O mais importante é o fato de que todas, sem exceção, precisam de acolhimento, do sentir que são compreendidas nos seus medos, angústias e, quem sabe, nos momentos de desespero.
Em julho desse ano, participei de um congresso em Belo Horizonte, onde foram apresentados belíssimos trabalhos que estão sendo desenvolvidos no Brasil. Em pauta, o acolhimento, a escuta, tudo o que acredito, tudo o que um dia também senti falta. Estamos acostumados a cuidar do bebê recém-nascido, mas esquecemos de olhar para a mamãe recém-nascida, para aquela que está ali, dedicando cada segundo do seu dia, e da sua noite, ao bebê. Acolher, com amor, esta nova mãe é papel de todos os que estão a sua volta.
Para você, que é essa mãe recém-nascida, o primeiro passo é reconhecer esses sentimentos em si mesma, sem julgamentos, sem condenações. Deixar de lado as exigências da sociedade, das pessoas a sua volta - principalmente. Olhar para si com afeto e buscar ajuda. A psicanálise tem esse espaço para você ser ouvida, acolhida, compreendida, seja na análise individual ou em grupos. E assim, você vai perceber que não está sozinha, que esta experiência é muito real, e é perfeita para você também.


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ANA PAULA BANOV
Psicanalista Clínica


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