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A IMPORTÂNCIA DA FUNÇÃO PATERNA

ANA PAULA BANOV

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Que também pode muito bem ser desempenhada por outras pessoas da família

Em outro artigo falamos das “dores e delícias” de ser mãe. E como na maioria dos textos que lemos, pouco ou quase nada se fala do “ser pai”, vamos aqui destacar o que chamamos de função paterna. 

Imagino que você esteja se perguntando por que usar esse termo ao invés de simplesmente o “ser pai”. Na verdade, de alguma forma você deduz a resposta. Só que nesta abordagem vamos nos limitar a tal função sob a ótica psicanalítica, função paterna, esta que parece estar cada vez mais ausente em nosso modelo de sociedade.
Sigmund Freud, em 1930, no texto “O Mal-Estar nas Civilizações”, escreveu: “Não consigo pensar em nenhuma necessidade da infância tão intensa quanto a da proteção de um pai”. Essa proteção de que fala não é apenas contra os perigos comuns do mundo, mas também dos impulsos natos da própria criança.
No início da vida do bebê a função paterna deve proporcionar condições de segurança, de estabilidade e suporte, para que a mãe, ou, quem exerça a função materna, possa fazê-lo de forma plena.
Ao longo da vida da criança, a função paterna deve ser a de dizer “não”, ou seja, a definição de limites, a colocação de regras, porém sempre de forma carinhosa. A criança, em seu impulso de desbravar o mundo nem sempre é tão cuidadosa, então, quem exerce a função paterna diz até onde ela pode ir. Assim, futuramente, será capaz de identificar e construir seus próprios limites, sem agredir a si mesmo. Além disso, é essa função que deverá ajudá-lo no criar da sua independência.
É possível, então, perceber o motivo pelo qual usamos “a função paterna” ao invés de dizer “a função de pai”. Não estamos falando do progenitor, do gênero masculino, do homem pai, estamos falando de alguém com as características necessárias, e proximidade com a criança, alguém que a mãe permita que desempenhe esse papel. Ou seja, pode ser um tio, avós, etc. Às vezes até a própria mãe. Quando é o pai, melhor ainda.
Criar e educar um filho são tarefas que precisam contar com a união da função materna e da função paterna. Trabalhando em acordo e harmonia, tais funções devem garantir segurança física e emocional à criança, num ambiente com regras, limites e muito amor.
O melhor resultado que podemos esperar com essas funções bem desempenhadas é a formação de um indivíduo autônomo, ou seja, não dependente emocionalmente de “seus pais”. Assim temos adultos com seu espaço, com sua individualidade no mundo. E é esse o melhor presente que os “pais” podem dar: permitir que os filhos sejam algo para além deles.



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ANA PAULA BANOV

Psicanalista Clínica


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