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UMA AVALIAÇÃO NEUROPSICÓLOGICA EM CRIANÇAS, ADULTOS E IDOSOS, PODE EXPLICAR O QUE PARA NÓS É INEXPLICÁVEL

JULIANA ROSSI

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A avaliação neuropsicológica é uma análise sistemática das relações existentes entre o cérebro e o seu comportamento.

É um método empírico de exames que se aplica aos vários contextos, consiste então em um exame sensível para avaliar a integridade do funcionamento cerebral, o que pode apontar dificuldades psicológicas e/ou neurológicas. Trata-se da aplicação de técnicas de entrevistas, exames quantitativos e qualitativos das funções que compõem a nossa cognição, abrangendo os processos de atenção, memória, percepção, raciocínio e linguagem.

Isso possibilita desenvolvermos um raciocínio acerca de hipóteses diagnósticas, pois permite percebermos as funções cognitivas preservadas e as comprometidas, a presença de alterações comportamentais e de humor, bem como o impacto dessas nas atividades de vida diária, social, ocupacional e pessoal.

Na infância, uma avaliação neuropsicológica, além de fornecer dados para a compreensão das funções cerebrais, apresenta papel fundamental do ponto de vista preventivo, uma vez que a identificação precoce de transtornos do desenvolvimento é fundamental para a estruturação das rotinas de tratamento e de orientações capazes de prevenir mais dificuldades em outras etapas da vida.

Na vida adulta, a avaliação neuropsicológica se torna importante na identificação das funções cognitivas deficitárias e, também, nos distúrbios psicológicos/psiquiátricos, promovendo a possibilidade de intervenção e melhora da condição do paciente, da sua qualidade de vida.

Nos idosos, a avaliação neuropsicológica tem sua importância quando o quadro clínico é ambíguo ou complexo, porque proporciona uma diferenciação precoce e confiável dentre os diferentes tipos de demência, entre demência e envelhecimento normal ou entre demência e outras afecções.

O profissional em neuropsicologia pode distinguir as particularidades tanto neurológicas quanto as relacionadas a fatores comportamentais e emocionais – coisas que podem afetar o funcionamento cerebral. E ainda, a análise pode fornecer uma explicação para os pontos fortes e fracos relacionados com o cérebro da pessoa, e nos oferecer recomendações bastante adequadas.


MALLOY-DINIZ, L.F; FLUENTES, D; MATTOS, P; ABREU, N. Avaliação Neuropsicológica, Porto Alegre, Artmed, 2010.
MIOTTO, E.C; LUCIA, M.C.S; SCAFF, M. Neuropsicologia Clínica, São Paulo, Roca, 2015.
TISSER, L. Avaliação neuropsicológica infantil, Novo Hamburgo, Sinopsys, 2017.



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Juliana Rossi CRP: 06/126574
Neuropsicóloga
Pós-Graduada em Neuropsicologia e Reabilitação Neuropsicológica


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 (19) 98148.5937