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CRIAÇÃO DE VÍNCULOS SAUDÁVEIS

ANA PAULA BANOV

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O que a família pode fazer, desde o seu início

Tivemos um tempo em que as relações são banalizadas, o outro não tem importância, especialmente se não corresponder aos desejos egocêntricos daquele indivíduo. Vemos uma crescente incapacidade das pessoas em lidar com frustrações, e relações pessoais saudáveis e de qualidade são cada vez mais raras. Boas relações humanas no dia a dia só são formadas com a criação de vínculos.
Podemos entender por vínculo aquilo que faz com que duas pessoas estejam unidas, mesmo que não haja contato físico.
Mas, e como aprendemos a criar vínculos de qualidade, a viver essas relações humanas de forma saudáveis? Tudo isso começa lá no início da vida, quando ainda bebês. A primeira experiência sobre vínculo de qualquer ser humano acontece na relação do bebê com seus cuidadores principais, aqueles que desempenham as funções materna e paterna, num ambiente familiar. Esse ambiente não precisa ser formado por pai, mãe e filhos, no formato tradicional. Aqui estamos falando dos mais diversos formatos de família, onde laços afetivos prevalecem, onde o amor, o cuidado e o respeito se fazem presentes.
São esses vínculos, vindos dessa relação de afeto, que serão passados para os novos membros da própria família, criando sua estrutura base, pelo cuidar, pela educação, respeito, com formação moral e ética, os limites e regras - todos os valores que fazem daquela família uma família única. Quanto mais saudável esse primeiro vínculo for, mais fácil será estabelecer vínculos saudáveis ao longo da vida.
No entanto, percebemos esse vínculo familiar cada vez mais enfraquecido: famílias desestruturadas, sem diálogo, vivem na mesma casa mas agem como meros desconhecidos. E, de fato não se conhecem. Há pouca disponibilidade nos adultos, nos cuidadores, no seu eu interno para conhecer e reconhecer o outro, seus interesses, o mundo particular de cada um.
Ter um filho não significa apenas colocá-lo no mundo, dar um sobrenome a ele. É imprescindível o desejo e a disponibilidade de tornarem-se pais e, tendo desejado, é impossível não alterar o seu modo de vida.
Sim, é preciso mais do que prover, dar uma boa escola, ter condição financeira. É preciso estar e ser presente, participar e se interessar pela vida do seu filho, saber o que é importante para ele. Uma alimentação diária ao vínculo iniciado lá atrás, é um fortalecimento da relação de confiança e, porque não, da amizade e respeito mútuo entre pais e filhos. Só assim será possível estabelecer também vínculos saudáveis nas demais relações da vida.


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ANA PAULA BANOV

Psicanalista Clínica

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