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PLANEJAMENTO FINANCEIRO FAMILIAR. COMO FAZER O SEU.

Aline Almeida

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Você sabia que, segundo a Confederação Nacional do Comércio, 59,6% das famílias brasileiras estão endividadas. A culpa? Com um bom controle financeiro, tudo fica mais fácil.

Ter as contas da família em dia é fundamental, pois, diferentemente das finanças pessoais, as despesas familiares precisam de um maior cuidado, já que envolvem o bolso de outras pessoas.

O que é preciso para um planejamento financeiro familiar eficiente?


Na maioria dos casos, as famílias se endividam por não conhecerem a verdadeira situação um do outro. Sem uma visão real e geral das finanças, os membros da família ignoram o impacto de certos gastos e ainda traçam metas malucas.

1 - O primeiro passo é catalogar todas as despesas da família, é mapear os gastos e ganhos de todos. Tenha uma ferramenta, uma simples folha ou planilha de computador – o que deixa essa tarefa mais rápida. Anotou tudo e todos? Agora separe os gastos por categoria: do super útil ao quase inútil. Arroz e feijão, super útil, aquele canal à mais, super inútil. Não tem mimimi, é um momento de frieza financeira. Então você se surpreenderá com o peso de determinadas despesas, aparentemente inofensivas. A partir daí, veja o que pode ser reduzido/cortado.
2 - Negocie suas dívidas e evite criar novas. Tente reservar uma parte do orçamento e fazer um volume para chegar no credor, fazer uma proposta e quitá-las. É seu único poder legal de negociação. Na maioria dos casos, é possível obter bons descontos.
3 - Outra possibilidade é substituir as dívidas de juros maiores por empréstimos com taxas mais baixas. Por exemplo, você pode trocar o cheque especial, ou o rotativo do cartão de crédito, por um crédito pessoal que tenha juros menores. Show.
4 - Minimize gastos e aumente os ganhos. Quanto maior for o planejamento para as compras importantes e para os momentos de lazer, menor será a ocorrência das compras por impulso, as grandes vilãs destruidoras das finanças. Não pode entrar num shopping que muda até o brilho dos olhos. Esqueça isso. Separe passear de comprar. Prefira sempre comprar à vista, use o poder de negociar bons descontos, sem parcelas por uma infinidade de meses.
5 - Tempo. Lembre-se sempre, tudo registrado lá no controle de receitas/salários/lucros e despesas. Por isso, crie o hábito de separar um tempo para verificar as contas e planejar o que será comprado, e quando.
6 - Além disso, vale muito conversar com seus familiares para buscar fontes de renda extra, que possibilitem um ganho mensal melhor. Mais folga para comprar à vista, menos parcelas e juros.
7 - Guarde dinheiro. Sucesso financeiro é expandir seus ganhos, guardar uma quantia mensal e depois investir. Ou seja, sem saber como economizar, a família dificilmente vai desfrutar de uma tranquilidade financeira. E é bom lembrar que a vida está sujeita a imprevistos. A família precisa de uma reserva de emergência – o famoso “colchão financeiro”. E um detalhe: só saque a sua reserva em casos de extrema necessidade.
8 - Defina objetivos para o curto, médio e longo prazo. Por exemplo, se o longo prazo que você definiu é de dois anos, o seu médio prazo será um ano e o curto, de seis meses. Estabeleça objetivos e metas para cada um desses períodos, sempre combinando e conversando com toda a família.
9 - Invista o dinheiro conforme os seus planos. Deixar seu dinheiro guardado na conta corrente ou na poupança é um tiro no pé. Prefira aplicações mais rentáveis e regulamentadas. Para objetivos de curto ou médio prazos, você pode utilizar produtos de renda fixa, como o Tesouro Direto, CDB, LCI e LCA, além de fundos de investimento de alta liquidez - que permitem sacar seu dinheiro rapidamente caso haja imprevistos. Para metas de longo prazo, como a aposentadoria, uma boa opção é um título público com vencimento próximo a esse período. Há opções como o Tesouro IPCA, que paga a inflação mais uma taxa prefixada.

Investimentos atrelados ao IPCA, indicador que mede a inflação no Brasil, são bem interessantes para quem deseja investir no longo prazo, porque faz com que o poder de compra do dinheiro aplicado fique protegido, mesmo se a inflação subir bastante.


Fonte: http://bit.ly/2FPf7Yc