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SUICÍDIO. A DOR DE QUEM FICA.

ANA PAULA BANOV

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O assunto é carregado de estigma, de preconceitos, mas precisa ser melhor elaborado

Iniciada em 2015, a campanha brasileira Setembro Amarelo tem como objetivo a prevenção ao suicídio. É uma campanha conjunta do Centro de Valorização da Vida - CVV, do Conselho Federal de Medicina - CFM e da Associação Brasileira de Psiquiatria - ABP. Durante o mês são promovidas várias ações em todo o país a fim de abrir caminho para o debate e divulgação sobre o tema, mostrando a importância de se falar sobre e, assim, poder evitar tragédias.
Porém, infelizmente, nem sempre é possível, e, o suicídio acontece.
E quem fica? Os parentes e amigos, os chamados “sobreviventes enlutados”, precisam lidar com uma avalanche de sentimentos, até difíceis de nomear. Vale lembrar que muitos sentem aquela morte, de alguma forma, mesmo que não sejam familiares e amigos próximos, todos são considerados “os sobreviventes”.
Perder alguém que se ama já é difícil, agora imagine a dor de perder uma pessoa amada porque esta assim decidiu. Não estamos aqui para falar das razões que o motivaram a dar o fim a própria vida. Cada caso é um caso. Mas queremos olhar para aqueles que terão que viver um luto, que além da saudade, é permeado de dor, culpa, vergonha, fracasso e, porque não, raiva. São milhões de “e se” e “por quês” que causam muita angústia - a história nunca será completa. O único que poderia contá-la não está mais aqui.
Além de toda essa angústia interna, esses sobreviventes ainda têm que enfrentar os estigmas culturais, sociais e religiosos, o afastamento da família estendida e dos amigos, e o preconceito de quem fica sabendo. Aqueles que ficam próximos, muitas vezes, não sabem como falar a respeito ou não falam nada. Esse silêncio só faz aumentar a vulnerabilidade do enlutado, gerando mais mágoa, por não poder ou não conseguir expressar seus sentimentos, com uma sensação de que para eles não é permitido vivenciar o luto.
Mas como ajudar quem sofre uma perda como esta? Primeiro, você deve livrar-se do seu preconceito e possíveis julgamentos em torno do suicídio. Depois, estar disposto a ouvir, falar abertamente sobre o ocorrido, sem procurar causas e culpados, ser empático, compartilhando a dor e oferecendo o ombro. Para o enlutado, falar sobre pode ser um alívio.
Auxílio profissional também é fundamental neste processo. Psiquiatras, psicoterapeutas e grupos de apoio ajudam a atravessar cada uma das fases desse luto tão particular. E assim, todos poderem aprender que é possível, dando uma chance para você e para sua família, voltar a serem felizes.

 

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ANA PAULA BANOV

Psicanalista Clínica


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