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ENTENDENDO A IMPORTÂNCIA DA FRUSTRAÇÃO

Ana Paula Banov

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Um “mal” inevitável, e necessário para nosso amadurecimento

Como é difícil lidar com uma frustração. Planejamos tanto, fantasiamos mais ainda e quando o “tão esperado” realmente acontece, não chega nem perto do que imaginamos. Quem também já passou por isso pode levantar a mão.
Mas se pararmos para pensar, a nossa vida é repleta de pequenas, de algumas grandes, frustrações. Quando crianças são, ou deveriam ser, os “nãos” que recebemos dos pais, dos amigos, quando já adultos, o trânsito, as filas, o clima, a situação financeira e tudo o mais que você quiser listar. Tem dias que parece que seria melhor não ter saído da cama, o que comumente chamamos de “dias frustrados”. E são isso mesmo.
Nosso desejo é não nos frustrarmos nunca, a realidade é que esse é um desejo impossível. E mais, seria trágico se isso acontecesse. Já pensou como seria uma sociedade onde tudo pode, e, todos fazem o que querem? Seria o caos.
Mais do que inevitáveis as frustrações são necessárias para o nosso amadurecimento, é através delas que criamos ferramentas internas para lidar com o mundo que, adivinhem só, não é como gostaríamos. Quando a frustração permanece, ela possibilita o aprendizado através da experiência.
Mas por que será que muitos pais tentam evitar de todas as formas que seus filhos se frustrem? Na ânsia de protegê-los de todo e qualquer sofrimento acabam por privá-los da possibilidade de amadurecimento, além de, não intencionalmente, passar uma mensagem de que são incapazes de resolverem suas dificuldades. Isso vai refletir na adolescência e na vida adulta, gerando pessoas que não conseguem suportar a mínima contrariedade. Qualquer semelhança percebida com a nossa atualidade não é mera coincidência.
Se ao invés de tentarmos evitar uma frustração, seja nossa, seja das pessoas que amamos, aprendêssemos a lidar com ela, desenvolvendo ferramentas internas de paciência, tolerância e, porque não, de resiliência, poderíamos nos tornar uma sociedade que reclama menos e realiza mais. Nos tornaríamos pessoas mais leves, mais felizes, com maior capacidade para aceitar o outro como ele é, e, as coisas como elas são. Acredito que vale a pena tentar!



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ANA PAULA BANOV
Psicanalista Clínica


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Ana Paula Banov - Psicanálise
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