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O desafio de ser mulher e amar

Ana Paula Banov

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Mãe, filha, esposa, amiga, profissional, dona de casa, fêmea... Ufa! Tarefa complicada manter em equilíbrio todos estes papéis que fazem parte do cotidiano da maioria das mulheres.

E é claro que acabamos deixando um ou alguns deles de lado. Sem contar aquelas cobranças para estarmos sempre lindas, cheirosas, arrumadas, cabelo impecável, unhas e depilação feitas. Ah, e não podemos deixar de lado nossa sexualidade, afinal além de ser uma parte importante da nossa vida, nosso parceiro também espera uma maravilhosa e fogosa amante entre quatro paredes. Será que o dia só tem 24 horas mesmo?
Parece impossível conseguir cumprir com todas as nossas “obrigações” e ainda assim se sentir feliz, bonita, sensual, mulher. Mas não é. O problema é que esquecemos que não somos super mulheres. Queremos ser impecáveis em cada um desses papéis. Não passa pela nossa cabeça a possibilidade de sermos “suficientemente boas” e que somos apenas seres humanos, passíveis de falhas e com limites como todo mundo. Impossível sermos perfeitas!
Toda mulher tem, em sua essência, a sensibilidade, afetividade, a suavidade, harmonia e o amor. Estas características são deixadas de lado quando decidimos ou somos obrigadas a mergulhar num mundo onde coragem, garra e lógica são sinônimos de sucesso. É neste momento que nos sentimos exaustas, sem nenhuma energia para sermos nós mesmas.
Que tal mudar estes sentimentos? Um bom começo é conhecer os seus limites e fazer crescer o respeito por si mesma. E lembre-se: Você é a única responsável por você e por sua felicidade!
Reveja se não está com atividades demais e, principalmente, se não está assumindo para você atividades que são de outras pessoas, como as atividades do parceiro, dos filhos, dos amigos, dos pais, etc. Deixe que cada um assuma sua parte em cada coisa.
Outra dica é não deixar que a rigidez do dia a dia sobressaia a sua capacidade de amar! A força de uma mulher, de uma fêmea, está no amor. Ame e cuide daqueles que você ama. Faça o que tem que fazer com amor, trabalhe com amor. E não se esqueça, este amor deve incluir você mesma. Não se coloque em segundo, terceiro, quarto ou último plano. Cuidar da sua saúde, física e mental, além de fazer você se sentir mais inteira, mais integralmente você, lhe dará forças para cumprir todos outros papéis.
Na dúvida de como agir, lembre-se de Clarice Lispector: “O destino de uma mulher é ser mulher.” Seja apenas mulher, em toda sua essência!


 

Ana Paula Banov
Psicanalista Clínica

(19) 3461.1863 | 99113. 3474
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