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Recuperação da coluna vertebral

Bruno Mantovani de Barros

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A fisioterapia e os processos especiais para patologias da coluna

 Sinônimo de sofrimento, as tais dores nas costas nos incomodam muito. Basta um trabalho manual um pouco mais pesado que lá está ela. Nossa falta de condicionamento físico nos torna muito frágeis. Apenas andamos, fazemos gestos, carregamos as compras, um galão de água, quando muito subimos ou descemos alguma escada. As facilidades da modernidade tornaram nosso sistema muscular esquelético quase que dispensável. Só que nosso corpo “dá o troco”. E, a coluna vertebral é a principal fonte dessa resposta dolorosa. Quando instalada essa patologia precisamos tratá-la da forma mais adequada. Nesse momento não dá mais para sair correndo fazer exercícios! 


Dor nas costas
Provavelmente você já sentiu ou sente, e com certeza conhece alguém que sofre desse problema. Segundo o Ministério da Saúde, oito em cada dez pessoas em algum momento da vida vão sentir algum tipo de incômodo na coluna vertebral. Algumas pessoas acabam desenvolvendo problemas mais severos que podem até incapacitar as atividades de vida diária. Você sabia que, no Brasil, ela é a maior causa de afastamento do trabalho e a terceira mais frequente de aposentadoria precoce!
Para você entender melhor tudo o que acontece com a sua coluna, antes temos que começar mostrando a sua anatomia. A estrutura da nossa coluna vertebral consiste de trinta e três vértebras. Para um bom desempenho, a coluna necessita ser bastante forte pois tem as funções de suportar o peso da estrutura muscular, proteger a medula, suas raízes nervosas, órgãos e vísceras e, além de tudo, manter-se flexível, permitindo a boa movimentação e equilíbrio do corpo.

Dores na coluna cervical
Dores nessa região tem origem no sedentarismo e na postura incorreta ao usar o computador e ao ler, por exemplo.

Dores na coluna torácica
Se dá pela falta de exercícios para fortalecer os músculos que sustentam a coluna. É a área de menor índice de queixas. Geralmente são dores muscularesou fraturas.

Dores na Coluna lombar
Concentra a maior parte das queixas de dores nas costas. As principais causas são de origem mecânica e postural, quando o indivíduo mantém posições repetitivas.

Dor ciática
É oriunda da inflamação ou irritação do nervo mais longo do nosso corpo, o nervo ciático. Além de longo ele também é muito volumoso, podendo ter a espessura de mais ou menos um dedo. Quando essa estrutura é afetada a dor pode seguir na região lombar, pé, passando pelo glúteo, coxa e parte lateral da panturrilha. 


Hérnia de disco
A hérnia nos disco é a mais presente nas clínicas médicas. O tratamento costuma ser medicamentoso, fisioterapêutico e em último caso cirúrgico.
A hérnia de disco é consequência do desgaste da estrutura maleável existente entre as vértebras que, na prática, funcionam como verdadeiros “amortecedores” naturais para reter o impacto entre elas. Quando estes discos permanecem sobrecarregados, ou quando sofrem impacto derivado de acidente, parte da estrutura se desloca e acaba por comprimir os nervos da região lesionada. Causa assim desde a manifestação de dores agudas até a incapacidade motora. De fato, se não tratada, a hérnia de disco pode causar problemas graves, prejudicando severamente a saúde da coluna vertebral.
Como afirma o fisioterapeuta quiropraxista, fundador do Universo da Coluna, Dr. Bruno Mantovani de Barros, “Dores recorrentes na coluna, mesmo que de baixa intensidade devem ser vistas como um alarme, seu corpo está te avisando que algo errado está acontecendo. Normalmente uma hérnia de disco demora anos para se formar, devemos ficar atentos logo nos primeiros sintomas para conseguir sucesso no tratamento. As técnicas da fisioterapia manual, quiropraxia e as mesas de tração computadorizada são ferramentas extraordinárias para o tratamento da hérnia de disco, porém mudanças nos hábitos de vida também devem ser feitas para corrigir o problema”.

Conhecendo mais especificamente os momentos evolutivos da Hérnia de Disco
1ª Fase – Abaulamento Discal: Nesta etapa tem início, de fato, a patologia. É quando o disco intervertebral, em virtude do envelhecimento e de outros fatores, como movimentos repetitivos, tabagismo e obesidade, começa a apresentar fissuras em suas fibras, levando o disco a forma de arco.
2ª Fase – Protusão Discal: O abaulamento já é maior, podendo atingir até mesmo os nervos, a medula e o saco dural (canal medular). Nessa fase, normalmente tem início a degeneração discal. A doença está em estágio mais avançado.
3ª Fase – Hérnia de Disco: É a fase onde ocorre a extrusão do disco intervertebral, já em estágio avançado de degeneração. O núcleo pulposo migra de sua posição normal no centro do disco para a periferia, levando à compressão das raízes nervosas e caracterizando a hérnia de disco.
4ª Fase – Seqüestro ou Fragmento: É quando a parte do disco que se encontrava extruso se separa do disco, comprometendo ainda mais as estruturas nervosas. Essa é a etapa mais rara, mas que dependendo da posição do fragmento pode gerar efeitos graves, sendo necessários tratamentos que promovam a descompressão das estruturas afetadas, retirando-se o fragmento da hérnia.



O Universo da Coluna desenvolveu um programa de tratamento não cirúrgico, revolucionário para estes e outros casos, baseado em ajustes quiropráxicos manuais e instrumentais, fisioterapia manipulativa, técnica de flexão-descompressão, tração computadorizada da coluna e treinamento e fortalecimento da musculatura estabilizadora da coluna vertebral. Esse tratamento é dividido em algumas fases e pode retirar a cirurgia do processo de tratamento das patologias presentes na coluna vertebral, tais como a lombalgia, a cervicalgia, dor ciática, protrusão discal, espondilose, artrose, etc.
Segundo pesquisas, inclusive as publicadas na Revista da Academia Americana de Cirurgiões Ortopédicos, apenas 10% das hérnias de disco necessitam de cirurgia para serem tratadas, ou seja, tratamentos convencionais como a fisioterapia, medicamentos prescritos por um médico e exercícios físicos podem solucionar 90% dos casos de hérnias. As primeiras crises de dor costumam aparecer por volta dos trinta e sete anos e na maioria dos casos, segundo as publicações, já havia a presença de “dor nas costas”.
Com base nesses estudos muitos pacientes têm evitado a cirurgia já no primeiro momento e numa infinidade de casos deixam de precisar da intervenção cirúrgica corretiva com seus riscos inerentes.
Das técnicas reestruturativas. Conhe-ça um pouco das técnicas disponíveis para o tratamento.



Quiropraxia, técnica de terapia manual. Tem como objetivo reduzir a pressão que as vértebras exercem sobre os discos, ajuda a restabelecer o movimento normal e o bom posicionamento das vértebras, diminuindo o processo inflamatório local.
Quiropraxia Instrumental, visa eliminar bloqueios estruturais, alterações posturais, dores agudas e crônicas, com a ajuda de um pequeno instrumento mecânico que produz uma vibração simples, suave e eficaz sem stress para o paciente.
Mesas de Tratamento MESA FLEX-TRAC 500z e Triton DTS. Possuem alta tecnologia e propiciam um alongamento (descompressão) dos discos e estruturas moles da coluna, facilitando o fluxo de fluidos e nutrientes, reativando assim o metabolismo discal. O aumento do espaço intervertebral, com diminuição da pressão exercida no disco e, consequente, liberação do nervo pinçado, resulta em melhora no quadro de dor.

Boa postura ao dormir é crucial para a boa saúde da coluna vertebral
Você já ouviu falar da importância de adotar uma boa postura em todas as atividades do dia a dia, talvez nunca tenha parado para pensar que ao dormir também devemos dedicar atenção especial à coluna vertebral. É de suma importância seguirmos algumas orientações de como devemos procurar dormir.



Veja algumas dicas de como dormir corretamente, ou mesmo durante descansos esporádicos, e permitir um alívio na pressão dos discos da coluna:

A) Deitar-se de lado: esta é a posição mais indicada e devem ser utilizados dois travesseiros – um para a cabeça, na altura ideal que forme um ângulo de 90º no pescoço, e o outro entre os joelhos que devem estar semiflexionados;

B) Deitar-se de barriga para cima: o ideal é usar um travesseiro – baixo ou médio – para apoiar a cabeça e que deve preencher o espaço entre a cervical e a nuca. Outro travesseiro também deve ser colocado embaixo dos joelhos, semiflexionados, descansando-os;

C) Deitar-se de bruços: esta é a posição menos indicada para dormir, mas se, ainda sim, você tem preferência por ela, então, utilize dois travesseiros baixos – um para a cabeça e outro embaixo de abdômen, na altura da curvatura da cintura.
A importância do alongamento

Não se esqueça de realizar um alongamento antes de deitar e ao acordar. Ao alongar-se, o indivíduo consegue prevenir os problemas posturais, mas os movimentos devem ser realizados de forma pacífica e tranquila. O alongamento antes de dormir torna o corpo mais relaxado e o sono de maior qualidade. Ao acordar, o alongamento libera o corpo de tensões, preparando-o para um novo dia.




Bruno Mantovani de Barros - Crefito3 119071-F
Fisioterapeuta, Membro da Associação Nacional de Fisioterapia em Quiropraxia




(19) 3601.6200

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