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Você já sentiu medo? Fobia? Ou pânico talvez?

RENATA MILAZZOTTI

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Entenda a diferença das palavras na neuropsicologia

A neuropsicóloga e psicóloga clínica Dra. Renata Milazzotti explica. Essa questão é frequentemente trazida pelos pacientes em meus consultórios de São Paulo e Litoral, acredito que agora poderei auxiliar aos pacientes do interior. Começo a atender em Americana a partir de junho de 2015. Assim explico logo abaixo, de forma resumida e simples, a diferença entre sentir medo, ter fobia e ou transtorno do pânico. 

O medo é uma emoção primitiva, um mecanismo de aprendizagem, evolutivo de sobrevivência, ou seja, uma resposta adaptada a uma situação de perigo real. Quando sentimos medo é gerada ansiedade dentro de nós, que ativam os hormônios do estresse – o cortisol, que direciona a glicose dos tecidos para o fluxo sanguíneo, ativando a atividade cerebral e criando um choque de adrenalina, e, a adrenalina, que prepara o organismo para grandes esforços físicos, estimula o coração, eleva a pressão arterial, relaxa alguns músculos e contrai outros.
Por sua vez, a fobia é a resposta exagerada a uma situação de não perigo, ou de pouco perigo. E é caracterizada por medo intenso, irracional e incontrolável para com objetos e ou situações mais específicas, podendo ser resultado de um único episódio traumático passado. A fobia compromete as relações sociais e causa sofrimento psicológico.
Já o transtorno do pânico é uma grande ansiedade, resposta descontrolada a uma situação de perigo imaginário. Dura em média de dez a trinta minutos, e com pelo menos quatro sintomas dos descritos no quadro abaixo:



As crises do transtorno do pânico são inesperadas e normalmente surgem sem nenhuma manifestação anterior. São descritas por medo intenso que chega ao desespero de que algo ruim possa acontecer, mesmo que não haja motivo algum ou sinais de perigo iminente. O próprio medo de ter novas crises pode gerar as novas crises e dificultar a rotina desse paciente, com medo de perder o controle, enlouquecer, de ter um ataque do coração e até morrer.
O tratamento para atuar nesses casos é o TCC - Terapia Cognitiva Comportamental. É uma reestruturação cognitiva, que em si é uma reaprendizagem ou ressignificação da reação que antevê a resposta de alerta do organismo trazendo-a para uma reação mais equilibrada. Essa abordagem psicológica auxilia na mudança da cognição, do pensamento, e consequentemente do comportamento. É sempre gradativa e depende quase sempre da situação do cotidiano de vida vivenciado por essa pessoa, diariamente.


 

Renata Milazzotti - CRP 06/65865
Neuropsicóloga e Psicóloga Clínica
Profissional com abordagem em Terapia Cognitiva Comportamental, com Aprimoramento em Psicologia Hospitalar e Pôs graduada em Neuropsicologia pela USP. Projeto de Treino Cognitivo para prevenção de Alzheimer no PROTER - Hospital das Clínicas de SP.


(19) 3405.4004 | 99898-6357

Rua Presidente Vargas, 804, Vila Medon - Americana
São Paulo (Morumbi) e litoral paulista (Santos)
www.renatamilazzotti.com.br