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Os desafios da educação - Parte II

EMANUELE MENDES

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Educar é dar limites, é construir parâmetros, é refletir juntos.

Não nascemos prontos, mas também não nascemos com problemas de comportamento. Vamos construindo nossos saberes no decorrer da vida. O aprendizado é adquirido no contexto familiar, e, educar ainda é a principal tarefa da família. A escola, a sociedade e o mundo do consumo irão contribuir com essa educação, mas o essencial é que venha dos pais e família essa maravilhosa arte de educar e transmitir valores - princípio fundamental. 

Crianças necessitam de regras, para conhecer e aprender os limites. Mas como estabelecê-las?
Nessa missão é indispensável que os pais e educadores respeitem e reforcem a opinião um do outro. Os filhos têm que perceber que os pais e todos os educadores falam a mesma coisa e que todos concordam com tal imposição – as discordâncias devem ocorrer longe da criança. Evite retirar a autoridade de um dos responsáveis pelo filho, na frente deles.

Educar não é bater, usar palavras de baixo calão, ameaçar, fazer carinho demais, usar as trocas ou recompensas. Não é gastar energia repetindo várias vezes o que se quer, mas falar com segurança e clareza. Agradar demais, zelar demais, passa a percepção de que a criança sempre terá algo em troca, e que o errado não será punido. O aviso só se dá uma vez e ser enérgico e agir com autonomia sobre o assunto não é gritar ou bater.

Educadores, pais, com atitude, contribuem na formação de crianças seguras, que aprendem a ter limites, que reconhecem nessa pessoa alguém capacitado a cuidar delas. Isso faz com que a criança se sinta protegida, e, passa a aceitar as regras impostas.

Criar regras e impor limites é necessário para a formação da responsabilidade. Podemos criar e impor através das rotinas diárias. O horário para comer, para estudar, brincar, dormir. O reforço na importância da higiene, algumas obrigações nos afazeres domésticos, arrumar a cama, recolher os brinquedos, ajudar a preparar a mesa para as refeições - sempre respeitando os limites e a idade de cada um.

Uma criança sem regras e sem limites, não desenvolve responsabilidade e nem consciência da realidade. Faz com que os pais sintam vergonha das suas chantagens e birras – mas atendem aos seus desejos. No que cabe à escola há uma complicação. Uma professora com dez, vinte ou trinta alunos numa sala de aula, não vai conseguir atender a necessidade de todos. Ela até poderia, se houvesse mais respeito e saber sobre as regras de convivência, os limites, e se as nossas crianças tivessem mais consciência sobre consequências nos comportamentos.


 

Emanuele Mendes CRP 06/109101
Terapia Cognitivo-Comportamental - Crianças/Adolescentes/Adultos
Pós-graduada e Especialista em Orientação Profissional
Testes em Orientação Profissional
Especialista em Terapia Infantil
Aplicação de testes WISC e WAIS
Auriculoterapia Francesa



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