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A responsabilidade é minha ou sua?

ANA PAULA BANOV

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Nesses tempos conturbados, com resultados nada agradáveis, é tentador colocar culpa em algo, em alguém. O que nem sempre é verdadeiro. 

Qual a sua Responsabilidade?
Sigmund Freud colocou a seguinte questão para um de seus pacientes: “Qual sua responsabilidade na desordem da qual você se queixa?” Que tal fazermos o mesmo e nos colocarmos nesta questão?

É claro que na maioria das vezes culpamos alguém, ou alguma coisa, pelos nossos problemas e frustrações. Talvez seja mais confortável. O “culpado” pode ser o governo, os pais, o cônjuge, os filhos, nosso chefe, o trabalho, o clima, enfim, qualquer um. Ás vezes, até Deus é o culpado. O fato é que quando faço esse papel de vítima, culpando outro qualquer, de alguma forma me acomodo, porque a responsabilidade não é minha, é do outro. Mas será mesmo culpa do outro?

Voltemos à pergunta de Freud: qual a minha responsabilidade? Perdemos muito tempo e muita energia sentados, reclamando e esperando a vida dar um jeito na situação, quando deveríamos nos dar conta de que fomos nós quem conquistou nosso êxito ou nosso fracasso. Nossa vida só é como é hoje por causa das várias ações e decisões que tomamos, ou não tomamos, ao longo da nossa breve vida.

Jean-Paul Sartre disse que “Viver é isto: ficar se equilibrando o tempo todo entre escolhas e consequências”. Então é melhor que estas escolhas estejam em minhas mãos, que eu seja dono das minhas escolhas, do que me tornar vítima e procurar justificativas e culpados para meus insucessos.

Quando eu trago a responsabilidade para as minhas mãos me transformo em sujeito da minha própria vida, não mais vítima da situação. E, sinceramente, isso é libertador, porque percebo que se eu não mudar minhas atitudes, se eu não começar a tomar as decisões por mim mesmo, nada mudará. E Cora Coralina coloca brilhantemente que “Mesmo quando tudo parece desabar, cabe a mim decidir entre rir ou chorar, ir ou ficar, desistir ou lutar; porque descobri, no caminho incerto da vida, que o mais importante é o Decidir”!

Ser sujeito da minha própria vida é comprometer-me com ela, ao invés de ser levado - ou até atropelado - por ela. É saber que o que eu decido, o que eu faço, ou não faço, é o que determinará minha situação futura.

Pode parecer assustador, mas é necessário que eu aumente minha autonomia e minha capacidade de sentir, ser, pensar e agir por mim mesmo, para tomar as decisões que preciso, mesmo que eu corra riscos. Porque o que faz com que eu me sinta inteiro e completo é poder olhar para mim e ter a certeza de que estou aqui, onde estou e como estou, pelas minhas escolhas. E, que só eu posso mudar o que será daqui para frente.


 

Ana Paula Banov
Psicanalista Clínica

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