logotipo

A pessoa autista, as possibilidades e os cuidados

Luciana Buin

Gostou? Compartilhe!

Compartilhar em FacebookCompartilhar em Google PlusCompartilhar em TwitterCompartilhar em LinkedIn

O aconselhamento e a escolha do que se fazer carece de muito conhecimento sobre a patologia

O autismo é um transtorno de desenvolvimento que geralmente aparece nos três primeiros anos de vida e compromete as habilidades de comunicação e interação social. Atualmente o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-V) denomina o autismo como Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) e o classifica em graus, incluindo a conhecida Síndrome de Aperger como grau 1 - moderado.  O Transtorno do Espectro Autista é definido pela presença de déficits persistentes na comunicação social e na interação social, em múltiplos contextos. A causa ainda é desconhecida, mas as pesquisas na área vêm crescendo.
Autismo é uma condição crônica, caracterizada pela presença de importantes prejuízos em áreas do desenvolvimento e, por isso, deve receber tratamento contínuo e multidisciplinar. Ainda existem muitas dúvidas e preconceitos com relação à criança ou adulto autista, algumas vezes até por parte de profissionais da saúde. Dependendo do grau de comprometimento, os autistas podem ser muito amorosos e criar vínculos com as pessoas que o cercam. Geralmente os autistas nos graus mais brandos são muito inteligentes. Muitos tratamentos são oferecidos ao autista, mas poucos com comprovação científica. A Análise do Comportamento Aplicada (ABA – Applied Behavior Analysis) é o tratamento com maior número de pesquisas e comprovações, embora não seja o único caminho de tratamento possível. Sabe-se que outros métodos, como a Integração Sensorial, vêm trazendo respostas positivas.
Outro fator importante é a procura por médicos e especialistas logo nos primeiros sinais de que algo não está normal com a criança, o que leva a diagnósticos precoces e tratamentos mais eficazes. Porém, é de extrema importância procurar por profissionais aptos e responsáveis para não se diagnosticar erroneamente uma criança. O diagnóstico errado de autismo pode ser tão ou mais prejudicial que o próprio transtorno.
É importante saber também que as pessoas com Transtorno do Espectro Autista podem ser capazes de ter uma vida escolar, social e familiar saudável. Os familiares devem ser bem orientados e apoiados, especialmente quanto aos prováveis comportamentos inadequados do autista. Devem aprender distinguir os potenciais e as falhas, para que a estimulação seja correta.
Eu não escolhi atender autistas, eles simplesmente foram chegando ao meu consultório e conquistando meu coração. Hoje é um dos assuntos de meu maior interesse e eu amo essas pessoas desafiadoras e encantadoras como são.


 

Luciana Buin
CREFITO-3/ 8654-TO
Terapeuta Ocupacional
Especializando em ABA (APPLIED BEHAVIOR ANALYSIS) pela UFSCar



(19) 3026.7921 | 99786.2090
Rua Carlos Gomes, 191 - Vila Godoy - Santa Bárbara d’Oeste