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Uma virtude chamada tolerância!

ANA PAULA BANOV

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É plenamente possível respeitar as diferenças

Muitos de nós, na infância, ouvimos que existem três coisas que não se discute: futebol, política e religião. Com o tempo, deveríamos compreender que não é que não podemos discutir sobre estes e tantos outros assuntos, mas que devemos aprender a ouvir e a respeitar as opiniões que são diferentes das nossas. Pelo menos era assim que deveria ser!
Vemos hoje, no mundo dito “livre”, na maioria das vezes virtual, uma enxurrada de agressões, rompimentos de relações, o ódio disseminado, por causa de discussões de assuntos cotidianos, que se tornam polêmicos na medida em que não existe mais a capacidade de se respeitar as diferenças. O outro, ou o nosso próximo como dizem as religiões, tornou-se nosso rival. Até porque ele não está mais na nossa frente, cara a cara, ficando mais fácil impor nossas verdades sem medir as palavras. E como temos uma forte inclinação para a agressão, competição e ambição, usamos da intolerância, e muitas vezes da ignorância, para diminuir e machucar o outro. Muitas verdades, pouca compreensão.
Onde foi parar nossa capacidade de amar? Será que ainda sabemos o que é isso? Parece que ao longo dos anos fomos tomados por uma imensa insegurança em relação a nós mesmos. Não nos sentimos amados e assim, consequentemente, não conseguimos amar o outro como ele é, com suas opiniões, suas manias, seus valores.
Todos nós temos “um lado” para a maioria dos assuntos. E esse lado está baseado nos valores que recebemos na nossa educação, dos nossos pais ou cuidadores. Se estamos usando estas opiniões como armas, então devemos começar a refletir como estamos nos sentindo em relação a nós mesmos. E, principalmente, procurar entender de onde vem esta insegurança - se nos damos valor e nos sentimos amados pelo que somos, e não pelo que temos.
Esta autoanálise poderá nos fazer chegar à conclusão de que é hora de buscar ajuda para ressignificar a imagem que temos de nós mesmos e, assim, melhorar a nossa autoconfiança, baseada na maturidade do autoconhecimento. Quando estivermos mais seguros de nós mesmos não precisaremos mais impor nossas verdades.
“Cada um lê com os olhos que tem, e interpreta a partir de onde os pés pisam. Todo ponto de vista é a vista de um ponto” diz Leonardo Boff. Se compreendermos isso, conseguiremos respeitar a individualidade de cada um que cruzar nosso caminho, porque entenderemos que ele viveu uma história diferente da nossa. Assim poderemos criar laços, estabelecer e sustentar as relações, baseadas na tolerância, no respeito e amor pelo outro, independentemente de suas verdades.


 

Ana Paula Banov
Psicanalista Clínica

 

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