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Caixas de gordura e a água dos rios

JOSÉ MARIO ANDRELLO

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Uma atitude simples e relativamente econômica que dá resultado imediato para o meio ambiente

A água é abundante no mundo, porém, ao contrário do que se pensava há poucos anos a água potável é um recurso natural finito, e, portanto, precisa ser preservada. É essencial para a existência de tudo, e quando contaminada e não tratada causa grande danos à saúde humana – além de prejuízos econômicos.
Cada vez mais a população está consciente da importância de se economizar água, entendendo que o tratamento e a distribuição têm altíssimos custos. Muitas águas já servidas são coletadas, tratadas e reutilizá-las, evitando-se o descarte e a consequente captação de água “nova”.
Um dos grandes poluidores dos mananciais hídricos e dos solos são os esgotos domésticos. Compostos por gorduras e materiais sólidos orgânicos, restos de alimentos, que para serem degradados e decompostos naturalmente demoram muito tempo e consomem muito oxigênio da água, também são alimentos para microorganismos que se desenvolvem e proliferam na água e no solo.
Segundo dados da ANA (2007) e da UNESCO (2008), 26% dos recursos hídricos no Brasil são consumidos nas cidades, por residências, escolas, hospitais, restaurantes, shoppings, e, na sua maior parte voltam contaminados e impróprios para o rio - principalmente nas regiões menos desenvolvidas.
Uma residência pode contribuir para diminuir a contaminação da água que utiliza. Uma das medidas, bastante simples, que foi desenvolvida e que contribui muito para o tratamento da água servida, é a instalação de caixa de gordura na rede de esgoto. A caixa tem a função de não deixar que a gordura e resíduos sólidos contaminem os mananciais hídricos e o solo, e de não entupir as redes de esgotos. A gordura e os resíduos retidos na caixa de gordura são removidos e descartados no lixo orgânico padrão, antes de chegar à estação de tratamento de esgoto, reduzindo bastante o custo com a manutenção de todo o sistema de esgotamento.
As caixas de gordura podem ser de plásticos reforçados, alvenarias e concreto armado impermeabilizado, enfim são dimensionadas de acordo com a vazão e o fluxo do esgoto e capacidade desejada de retenção. Os resíduos gordurosos têm a capacidade de se solidificar dentro da tubulação de esgoto, diminuem o diâmetro interno do tubo, causam entupimento tanto dentro dos imóveis quando na rede coletora.
A partir da tomada de consciência pela população sobre a importância de instalar caixa de gordura nas suas redes de esgoto, caberá aos profissionais da engenharia civil e da arquitetura especificar adequadamente o tamanho das caixas de acordo com cada tipo de obra, embora no mercado exista praticamente um único tamanho de caixa residencial. Assim, o usuário estará cuidando das próprias instalações da sua edificação - com menores custos de manutenção ao longo do tempo. Estará contribuindo de maneira direta e efetiva com a preservação dos recursos hídricos, do meio ambiente, participando de forma cidadã das melhores condições de higiene e salubridade de toda a população – uma real consciência ecológica, sem demagogias.

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Eng° José Mario Andrello
Diretor Técnico da Casa D’Água

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