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Intervenção fisioterapêutica na Síndrome de Down

ARIANE VENCESLAU

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O acompanhamento prematuro pode proporcionar um futuro com mais independência

A Síndrome de Down é uma anomalia genética causada pela presença de três cromossomos do tipo 21 nas células, o que faz com que os indivíduos com trissomia do cromossomo 21 tenham 47 cromossomos e não 46 como a maior parte da população.

O portador da síndrome pode apresentar uma série de características físicas e mentais, que podem ser observadas logo após o nascimento – braquicefalia, a cabeça curta ou chata, a prega palmar única, língua protusa e hipotônica, orelhas pequenas e subdesenvolvidas, base nasal achatada, entre outras.

Afeta, principalmente, o desenvolvimento psicomotor, que é a hipotonia generalizada, com consequente frouxidão ligamentar. Os bebês nascem mais “molinhos”, o que gera um atraso no desenvolvimento motor da criança assim como interfere em outras áreas. Esta hipotonia tente a diminuir ao longo da vida e será em graus diferentes variando de uma pessoa para o outra.

A fisioterapia neurológica infantil tem um papel crucial e específico no desenvolvimento da criança com Síndrome de Down. Ajuda no fortalecimento muscular, no equilíbrio, postura e coordenação dos movimentos - além de atuar na interação social, com melhora da qualidade de vida.

É importante iniciar o tratamento fisioterapêutico o mais cedo possível, ou seja, logo após do nascimento, salvo com crianças cardiopatas que devem aguardar liberação médica.

Um tratamento no contexto global consiste em treinamento dos movimentos de manusear um objeto, sentar e andar de forma independente. Visa incentivar a exploração do ambiente, dissociar movimentos, organizar o tempo e espaço, coisas imprescindíveis para o desenvolvimento cognitivo e a interação ao meio. Importante salientar que mesmo após a aquisição da marcha, do andar, se faz necessário realizar um trabalho específico para equilíbrio, para postura e coordenação dos movimentos, preparando a criança para a independência em qualquer situação.

As crianças submetidas à estimulação precoce têm um ganho de habilidades motoras de forma mais rápida e com maior estabilidade no desenvolvimento do que as crianças com a síndrome que não recebem o acompanhamento.

Vale ressaltar que a criança com Síndrome de Down, além de ter o tônus muscular hipotônico, possui outros fatores que podem interferir no seu desenvolvimento, gerando um retardo em relação ao padrão considerado normal. Porém, se bem estimulada, precocemente, por profissionais capacitados e pela família, consegue atingir um desenvolvimento motor progressivo e sem os grandes atrasos.


arianevenceslau bio

Ariane Venceslau
Crefito-3 183616-F
Fisioterapeuta Especialista em Reabilitação Neurológica Infantil – Unicamp
Cuevas Medek Exercises – Nível II

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