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Esquecer pode ser normal!

Letícia Melro Campelo da Cruz

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"A memória é vitória na história. É história na memória a vitória. Na vitória a história é memória." Roberta Lessa

No momento do esquecimento, a sensação é de que a memória está totalmente ruim. Será que isso é verdade? A resposta é não! Áreas diferentes do cérebro estão envolvidas para responder perguntas tais como "Qual o nome daquela pessoa? Qual o medicamento que tomo? Será que paguei a conta? O que comi ontem? Onde guardei as chaves? Cadê meus óculos? Perdi o celular?"

A memória é essa habilidade fantástica de aprender e de recordar informações a respeito do mundo ao redor, das próprias experiências e consequentemente fazer com que se desfrute de ser quem é.
As queixas e preocupações com a memória estão presentes na população em geral, mas tendem a aumentar com o avançar da idade. Busca-se identificar a existência ou não, se há associação entre a impressão da pessoa, de perda de memória e a disfunção real que interfiram nas atividades da vida diária, avaliada por meio de testes. Uma pessoa não pode falar que não memorizou uma informação se não a ouviu direito ou se não a viu de maneira adequada. Após garantir a eficácia dos sentidos, é preciso prestar atenção, pois é assim que se obtém acesso as informações que são armazenadas e que em um dado momento podem ser evocadas.
Se faz necessário uma avaliação médica com exames complementares, e, uma vez descartado o quadro de demência, a depressão é o que mais leva o paciente ao consultório com a queixa de esquecimento. No entanto, vale ressaltar que nossa memória declina com o envelhecimento normal.

"Tudo que é rotineiro é mais lembrado!"


Os idosos têm capacidade de aprender, empregar estratégias mnemônicas tornando a gravação e a evocação de uma informação nova mais eficaz - isto é chamado de neuroplasticidade. Por exemplo a repetição, a organização em geral e ao guardar os óculos, as chaves, o celular, a leitura com técnicas, as rimas, o bloco de notas, entre outras.
A priori não existem fórmulas mágicas para aumentar o nível do desempenho mnemônico na velhice, mas existem estratégias cognitivas para melhorar o desempenho da memória na vida cotidiana. Não adianta amarrar uma fita no dedo para não esquecer um recado! É ineficaz!
Sabe-se que não há tratamento medicamentoso para esquecimentos que fazem parte do cotidiano, deve-se reforçar a necessidade da atividade física, atividades sociais em geral e a estimulação cognitiva, com treino da memória, sendo esses importantes tanto para idosos saudáveis quanto para os com declínio cognitivo comprovado.



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Dra. Letícia Melro Campelo da Cruz
CRM 95064
Geriatra RQE 24100


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