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Câncer de mama e mulheres jovens

TATIANA MARI TANAKA

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A prevenção antes dos quarenta também traz bons resultados

Estima-se que um terço dos novos casos de câncer de mama seja diagnosticado antes dos cinquenta anos de idade. E, em mulheres com quarenta anos ou menos este índice cai para dez por cento, portanto, há significativa incidência ai também.

Houve um crescimento progressivo no diagnóstico de câncer entre mulheres jovens. Tal avanço se deu pela melhora no rastreamento da doença, pela melhor qualidade de imagem mamográfica. Mulheres jovens têm mamas com maior densidade, o que pede um rastreamento com ressonância nuclear magnética. O aumento está relacionado às mudanças no hábito de vida, à piora na qualidade da alimentação, ao aumento da ingestão de bebidas alcoólicas, e, adiamento do início da idade reprodutiva – além da relação direta com fatores hereditários.
O diagnóstico em mulheres jovens ocorre, normalmente, no estágio avançado da patologia. Existem dificuldades para se antecipar tal diagnóstico clínico, porque não ocorrem sintomas específicos, como a percepção de nódulos no exame físico, e quando há evidência de nódulos estes se formaram num período curto de tempo - a doença se expande rapidamente em mulheres jovens.
O tratamento cirúrgico normalmente é agressivo e busca frear o crescimento do câncer. A quimioterapia e radioterapia são imprescindíveis no tratamento. Com isso, é aconselhável orientar a paciente sobre o futuro reprodutivo da pessoa. E para preservar a fertilidade das pacientes pode-se optar pela criopreservação de óvulos, e ou, pela realização da inibição do uso do análogo de gnRH - na tentativa de preservar os óvulos.
Existe a situação onde pacientes em tratamento devem ser orientadas a usarem um método seguro e sem hormônios a fim de se evitar uma gestação, num momento que é inadequado.
Pode-se também prescrever o aconselhamento genético, uma conduta do mastologista. Pacientes com menos de quarenta anos devem ser encaminhadas para o médico geneticista. A mutação deletéria do gene BRCA1 e 2, investigada no exame genético, implica em análise de uma possível recorrência na mama e ou desenvolvimento de câncer no ovário. Detectada a mutação há uma indicação conjunta para a realização de mastectomia profilática redutora de risco com a indicação de ooforectomia bilateral - retirada dos ovários. Sempre respeitada a decisão da paciente.
Reproduzimos neste artigo parte da nossa experiência clínica, junto de mulheres que continuam lutando bravamente contra o câncer de mama - que merecem nosso maior respeito e homenagem.

 

tatianatanaka 

Dra. Tatiana Mari Tanaka
CRM 104154
Ginecologista, Obstetra e Mastologista pela Unicamp RQE 49684 e 49685
Título de Especialista pela Sociedade Brasileira de Mastologia