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Voce sabe o que é epilepsia?

KELLI CRISTINA PEÑAS CATHARINO

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A epilepsia é a condição neurológica crônica mais comum em todo o mundo. No Brasil, a estimativa é que a epilepsia afete 1 a 2% da população.

  • Afeta todas as idades raças e classes sociais. É uma doença onde há uma predisposição do cérebro para gerar crises epilépticas. A crise se dá devido a uma descarga elétrica excessiva de um grupo de neurônios. Na maioria dos casos, a causa das crises não é determinada, pois tem origem genética. No entanto, muitas vezes, as crises podem ocorrer por traumatismo craniano, infecções ou tumores do sistema nervoso central, distúrbios metabólicos, acidentes vasculares isquêmicos ou hemorrágicos, parasitoses, malformações do cérebro, uso de drogas ilícitas e abuso de álcool.
    Os sintomas são variados, as crises epilépticas podem se manifestar de diferentes maneiras:
    A crise “convulsiva” é a forma mais conhecida pelas pessoas e é identificada como "ataque epiléptico", onde a pessoa pode cair ao chão, apresentar contrações musculares em todo o corpo, mordedura da língua, salivação intensa, respiração ofegante e, às vezes, até urinar.
    A crise do tipo "ausência" é conhecida como "desligamentos", onde a pessoa apresenta o olhar fixo, perde contato com o meio por alguns segundos e muitas vezes não é percebida pelos familiares e ou professores.
    Na “crise parcial complexa” a pessoa aparenta estar "alerta", mas não tem controle de seus atos, tem movimentos automáticos, mas inconscientes. Pode fazer movimentos com a boca, falar de modo incompreensível e andar sem direção definida e, após a crise, não se recorda de nada.
    Outras crises podem fazer o paciente ter percepções visuais ou auditivas estranhas ou, ainda, apresentar alterações transitórias da memória. O diagnóstico é complexo, mas, com ele é possível escolher um tratamento.

    O que fazer durante uma crise?
  • mantenha a cabeça do paciente virada para um lado, se possível, sobre uma almofada - isso ajuda a proteger contra ferimentos, evita aspiração de alimentos, vômitos ou saliva para os pulmões;
  • não tente carregar o paciente durante a crise. Aguarde e fique junto;
  • não tente puxar a língua do paciente - pode ocorrer mordedura;
  • geralmente a crise dura de alguns segundos a poucos minutos e o paciente pode ser levado ao hospital com tranquilidade. Caso a crise dure mais que 5 minutos, ou se repita, deve-se levar o paciente imediatamente ao hospital. 


kellipenas

Dra. Kelli Cristina Peñas Catharino
CRM 144036
Neurologista RQE 31317