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COLESTEROL. VAMOS ENTENDER UM POUCO MAIS?

MILENA CRISTINA DA SILVA ALMEIDA

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De início é muito importante começar uma compensação

O colesterol é uma substância gordurosa encontrada em todas as células no nosso corpo, e é essencial para a formação das membranas das nossas células, para a síntese de hormônios, como a testosterona, estrogênio, cortisol e outros, também na produção da bile, na digestão de alimentos gordurosos, para a formação da mielina - uma bainha que recobre os nervos – e para a metabolização de algumas vitaminas - A, D, E e K, etc.
Cerca de 70% do colesterol presente no nosso organismo é produzido pelo fígado e o restante é proveniente da alimentação. Teoricamente não haveria com o que se preocupar, mas, quando o corpo possui mais colesterol do que precisa, esse passa a ser depositado no interior das artérias, diminuindo o fluxo de sangue e favorecendo o aparecimento de problemas cardíacos.
Como se trata de uma substância gordurosa, o colesterol não se dissolve no sangue, portanto, para viajar através da corrente sanguínea e alcançar os tecidos periféricos, o colesterol precisa de um transportador. Essa função cabe às lipoproteínas que são produzidas também no fígado. Dentre as principais temos:
Lipoproteína muito pouco densa - VLDL (Very low-density lipoprotein)
Lipoproteína pouco densa - LDL (Low-density lipoprotein)
Lipoproteína muito densa - HDL ( High-density lipoprotein)
O LDL e o VLDL têm por função, didaticamente falando, transportar o colesterol e triglicerídeos do sangue para os tecidos. Já o HDL é um transportador diferente, ele tem uma função inversa, por onde passa retira colesterol, o tal do excesso, dos tecidos e devolve para o fígado que vai excretá-lo nos intestinos.
Enquanto o LDL e o VLDL levam colesterol para as células e facilitam a deposição de gordura nos vasos, o HDL faz o inverso, promove a retirada do excesso de colesterol, inclusive das placas arteriais. Por isso denominamos o HDL como colesterol bom e o VLDL e o LDL como colesteróis ruins.
A produção das lipoproteínas é regulada pelos níveis de colesterol, lembrando, ambos são produzidos no nosso próprio fígado – quase que totalmente. O colesterol derivado de gorduras saturadas e gordura trans favorece a produção de LDL, enquanto que o consumo de gorduras insaturadas, promove a produção do HDL.
Para termos uma melhor saúde cardíaca, e um sistema em equilíbrio, sem forçar esse ou àquele órgão, devemos ingerir menos gorduras, especialmente as saturadas, presentes nas carnes vermelhas, na gema do ovo, em miúdos de fígado, miolo, coração, na pele de galinha, na banha, no bacon, na manteiga e nas frituras em geral. Tão importante quanto parar com o “hábito gorduroso”, é criar o hábito de comer mais fibras solúveis, encontradas na aveia, nos flocos de milho, ameixas, em vários tipos de frutas e verduras, que contribuem para reduzir o colesterol no sangue – começar devagar e entender que é possível praticar uma compensação para o seu corpo, até que chegue a uma conscientização plena.
Vale lembrar que a carne branca é preferível à escura, além disso, os peixes magros têm menores índices de gorduras saturadas e os mais altos de poli-insaturadas. Quanto aos laticínios, os integrais devem ser trocados pelos sem gorduras ou com poucas gorduras. Podemos listar uma infinidade de alimentos gostosos e do bem, e esses alimentos não são caros ou inaces-síveis. Nos dias de hoje encontramos e podemos ter acesso a quase tudo de bom para que nosso corpo possa estar em equilíbrio. É só escolher e começar.

 

milenaalmeida

DRA. MILENA CRISTINA DA SILVA ALMEIDA
CRM 175310
Clínica Geral