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VALE A PENA PARAR DE FUMAR

ANDIR LEITE SANCHES

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Com acompanhamento é possível, e traz grandes benefícios

o vício é um instrumento que utilizamos para suprir as deficiências que temos ou supomos ter. Os vícios têm sido, nas últimas décadas, abordados de forma mais proativa, levando-se em consideração que o viciado, para se recuperar, deve ter algo mais do que “simplesmente força de vontade”.

O vício do tabaco

O efeito deletério do tabaco foi inicialmente pontuado, no século XVII, por Guy Crescent Fagon, médico da corte de Luiz XIV. Após a 2ª Gerra Mundial foi ficando progressivamente mais claro a relação direta do tabaco com diversas morbidades. O vício do uso de tabaco, em suas mais variadas formas, está relacionado ao aparecimento de diversas doenças. Dentre essas, uma das mais agressivas e letais, é sem dúvida, o câncer de pulmão. Segundo a Organização Mundial de Saúde “o tabaco é a primeira causa evitável de morte”. A cessação do tabagismo é “a intervenção de melhor custo-eficiência em medicina”.
O câncer de pulmão é o 3º mais comum do mundo, permanecendo ainda como um dos mais difíceis de tratar, e, devido a suas características anatômicas, geralmente apresenta sintomas quando já está em fase avançada.
Alguns pesquisadores avaliam que 90% dos casos de câncer de pulmão têm alguma ligação com o tabagismo.
Além disso, existem diversas citações na literatura médica relacionando o uso do tabaco com o câncer de pâncreas, câncer de bexiga e com a evolução negativa de melanoma, do câncer de mama e câncer genital.


Apoio individual

Devido às características particulares e individuais de cada viciado, somos da opinião de que a abordagem coletiva, como é aconselhada pelo ministério da saúde, tem pouca eficiência. Os levantamentos realizados pela literatura médica nos dão conta de que viciados que tentam eliminar o vício sem ajuda alguma - nem individual e nem coletiva - têm escasso sucesso, apenas 3%, com cessação após um ano.
O esforço para tornar público os efeitos deletérios do tabaco, que, como vimos se iniciaram há quatro séculos, tem também uma eficiência discutível. Assim, foram necessárias técnicas de motivação para a prática de cessação, bem como diversas técnicas de apoio ao viciado, de maneira que ele consiga superar não só os efeitos da abstinência de nicotina, como também as inúmeras manobras de mídia e contrapropaganda promovidas pela indústria de tabaco.
Essas técnicas de apoio são produtos do esforço de uma equipe de saúde atenta, que lança mão das ferramentas adequadas para cada caso - o que tem definido um sucesso que chega entre 60 e 80% de abstinência em apenas um ano.


A QUÍMICA DO CIGARRO

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DR. ANDIR LEITE SANCHES
CRM 18577
Mastologista e Oncologista

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