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ALGUMAS FACES DO ANTICONCEPCIONAL EM PÍLULA

JÚLIA FACTORE GRECO | PATRÍCIA TOALIARI

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A mulher tem o direito de não engravidar, assim como de ter opções anticoncepcionais

A maioria das mulheres faz uso das pequenas pílulas anticoncepcionais, que de pequenas não têm nada. Desde 1960, quando as primeiras pílulas chegaram ao mercado, mais de 200 milhões de mulheres fizeram ou ainda fazem uso desses contraceptivos orais, que auxiliam na prevenção da gravidez, regulam o ciclo menstrual e reduzem o risco de cistos ovarianos. No entanto elas também podem trazer riscos a sua saúde1.

Como tudo evolui, os anticoncepcionais também evoluíram e apareceram vários tipos, com várias combinações de hormônios. Um estudo feito pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, entre 2011 e 2015, com contraceptivos contendo etinilestradiol e drospirenona, como o Yasmin®, dentre outros, revelou que essas pílulas podem causar um aumento em até três vezes no risco de ocorrência de trombose. O estudo apresentou também 290 notificações como tromboembolismo, embolia pulmonar, trombose venosa profunda, trombose cerebral, e, sete mortes2;3.

Os casos hospitalares de trombose venosa e embolia pulmonar são quatro vezes maiores em mulheres que utilizam os contraceptivos orais, quando comparado às não usuárias4.

Outro estudo, esse sobre a trombose mesentérica, que afeta a artéria que irriga a maior parte do intestino, demonstrou que entre 9% e 18% dos casos de trombose em mulheres jovens estão associados ao uso de contraceptivos orais. Outro medicamento também associado aos casos de trombose é o Diane® 35, que apresentou aumento de tromboembolismo, com quatro mortes por trombose venosa associadas ao seu uso5.

Sabendo disso, antes de tomar qualquer decisão sobre o uso de anticoncepcionais, é de extrema importância que você converse com o seu médico. Solicite mais informações, novas opiniões, e tire todas as suas dúvidas tanto para parar quanto para iniciar o uso de qualquer tipo de anticoncepcional.

Esses números, que num primeiro momento podem assustar, são resultados de uma pesquisa, sob orientação da Profª. Drª Patricia Ucelli Simioni e do co-orientador Profº. Esp. Luiz Antonio Aparecido da Faculdade de Americana – FAM, e podem nos fazer refletir sobre a importância de nos informarmos melhor sobre toda e qualquer medicação, buscando junto aos nossos especialistas de confiança a melhor alternativa para nosso caso em particular. A mulher, além de saber o porque não deseja engravidar, deve ter alternativas saudáveis de como fazê-lo.

1 GUIMARÃES, Mayara Alves. 2016.Disponível http://repositorio.uniceub.br/bitstream/235/9053/1/21352214.pdf:
2 MESQUITA, Rayanne2014. Disponível {https://repositorio.ucb.br/jspui/bitstream/123456789/6826/5/Rayanne Silva Souza Carrilho de Mesquita.pdf}. Acesso em: 18 out. 2017.
3 DROSPERINONA + etinilestradiol. 2014. Disponivel http://www.althaia.com.br/_file/bulas/drospirenona3mg_etinilestradiol003mg_bula.pdf
4 WANNMACHER, Lenita., 2003. Disponível {http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/HSE_URM_ANT_1203.pdf}. Acessado
5 SCHNEIDER, Clara Maria Muller. 2016.Disponivel https://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/158059/001020515.pdf?sequence=1 acessado em: 27/09/2017



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