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A CONTRACEPÇÃO HORMONAL CONTÍNUA AUMENTA O RISCO PARA CÂNCER DE MAMA?

TATIANA MARI TANAKA

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A incidência do câncer de mama em mulheres jovens teve aumento expressivo nas últimas décadas. Um terço dos casos ocorreu entre 40 e 50 anos de idade

O aumento na casuística de câncer de mama em mulheres abaixo de 50 anos está relacionado à melhora das técnicas de rastreamento, como mamografia digital, ecografia mamária em alta resolução e também ressonância nuclear magnética de mamas, embora exista de fato um aumento na incidência de câncer de mama em mulheres jovens – por fatores externos.

Entre os principais fatores externos podemos destacar as mudanças de hábitos, como o excesso de carboidratos na alimentação, aumento na ingestão de gordura, aumento do índice de etilismo, do leve ao moderado, e, aumento do índice de massa corporal.
Outro fator, a maior dúvida das pacientes, no consultório do ginecologista ou do mastologista, é a relação entre uso de contraceptivo hormonal no longo prazo e o aumento do risco de câncer de mama. O uso de contracepção hormonal, sem pausas mensais, é aceito por um grande número de mulheres na atualidade. A contracepção hormonal no longo prazo diminui o risco para câncer de ovário, câncer de endométrio e provavelmente de colon/intestino e reto.
Na pílula hormonal combinada - estrogênio e progesterona - temos doses padrões de estrogênio 20/15 mcg por pílula, e, no último estudo populacional com evidência A, de 2012, não houve relação direta entre uso da pílula de baixa dose e o câncer de mama.
Quanto à pílula apenas com progesterona, há uma recomendação na literatura médica de não utilizá-la por mais de cinco anos, porém é um estudo isolado entre mulheres britânicas, de 1989.
Já com relação ao implante contraceptivo com progesterona, não há estudos ainda publicados que indicam relação direta entre câncer de mama e o método, porém as últimas análises confirmam tendência similar a do sistema intrauterino.
Para o sistema intrauterino com lenonogestrel, estudos não revelam aumento da incidência de carcinoma ductal de mama, porém houve leve aumento do subtipo lobular, devido aos receptores de estrogênio e progesterona fortes. Temos que ressaltar também que o carcinoma lobular está relacionado diretamente à obesidade, paridade e estilo de vida e uso de hormônios esteróides para ganho de massa muscular.
Hoje não há uma contraindicação de anticoncepcional de uso contínuo para mulheres que não apresentam fator de risco para câncer de mama. Para identificar se a paciente tem fator de risco para câncer de mama é necessário submeter-se a uma avaliação por mastologista.



tatianatanaka


DRA. TATIANA MARI TANAKA

CRM 104154

Ginecologista, Obstetra e Mastologista pela Unicamp RQE 49684 e 49685
Título de Especialista pela Sociedade Brasileira de Mastologia