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DORES DE CABEÇA. QUANDO SE PREOCUPAR?

RENAN FRANCISCO OLIVA

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As dores de cabeça, ou tecnicamente as chamadas cefaleias, são problemas frequentes nas populações, em todas as faixas etárias, é um dos motivos mais comuns para a procura por atendimento médico.

Tem como consequência direta a queda na qualidade de vida do paciente, o absenteísmo na escola e no trabalho, além de gerar e perpetuar sofrimento físico e psíquico.
A grande maioria das dores de cabeça são as ditas cefaleias primárias, ou seja, as que não são em consequência da existência de doença cerebral orgânica.
Estão nesse grupo a enxaqueca, a cefaleia tensional, cervicogênica, entre outras. São extremamente frequentes e o tratamento e controle ainda são bastante desconhecidos pela maior parte da população. Vale a pena ressaltar que embora não decorram de doenças graves, cerebrais, apresentam importância como entidades patológicas, pela limitação nas atividades diárias que provocam e pelo sofrimento do paciente.
É fundamental, portanto, um correto diagnóstico, e, tratamentos adequados sempre propostos pelo médico neurologista, com uso de forma contínua, num tratamento preventivo e/ou profilático. Esses tratamentos são tanto para os casos de as dores serem frequentes e incapacitantes, como para diminuir os episódios dolorosos esporádicos, assim como melhorar muito a qualidade de vida das pessoas acometidas por esses males.
Atualmente estão disponíveis muitas opções de tratamentos, com medicamentos e terapias focadas num efetivo controle das dores de cabeça.
Depois das cefaleias primárias, temos com menor proporção as chamadas cefaleias secundárias, que por definição são consequências de doenças graves orgânicas, como por exemplo, as oriundas de tumores, aneurismas, má formações vasculares, acidente vascular cerebral e de outras patologias. Esses casos exigem do médico um rápido e certeiro diagnóstico, a eficiente intervenção, uma vez que há o risco para sequelas e ou morte.
Obviamente, para que essas doenças sejam identificadas em bom tempo, é preciso um diagnóstico detalhado, completo, e para isso são utilizados, em muitos casos, equipamentos de alta tecnologia, específicos, voltados para a realização dos diferenciados exames por imagens.

A grande questão é o quanto se preocupar diante da possibilidade de uma doença grave, e, de quando pode ser ou não uma cefaleia secundária.

Existem vários sintomas, indícios que nos levantam a suspeita de um quadro mais grave, sendo os principais deles:

  • Quando o paciente não apresenta história anterior de dor de cabeça, por exemplo: não sofria de enxaqueca, dores musculares, cefaleia tensional e essa dor surge de repente. Mais preocupante se o quadro vem piorando ao longo dos últimos dias. Pode significar uma doença grave, como tumores, aneurismas cerebrais, dentre outras;
  • Mudança nas características da dor de cabeça. O paciente percebe que surgiu uma fonte de dor diferente, com intensidade, frequência e/ou tipo que não existia, em localização que não é habitual, mesmo sabendo que sempre teve dores de cabeça, de longa data;
  • A dor de cabeça passar a atingir um nível elevado, quase um máximo de intensidade, isto é, torna-se muito forte “...a pior dor da minha vida...”. Esse sintoma pode, em segundos, se ainda não ocorreu, evoluir para a dita popularmente “pequena explosão”. É um fato que gera presunção de aneurisma cerebral, exigindo avaliação médica em caráter de urgência;
  • A dor de cabeça que é acompanhada por sinais físicos, como queixas quanto à visão, perda de força nos braços ou pernas, vertigem intensa, incapacidade e/ou dificuldade no falar – isso também pode significar um acidente vascular cerebral em andamento;
  • Dor de cabeça que é acompanhada por uma febre persistente, um emagrecimento sem causa aparente, dor e ou rigidez do pescoço - podem significar meningites, infecções do tipo tuberculose, ou, algum tipo de neoplasia.
  • Dor de cabeça que piora quando há movimentos nos olhos, ou associada a dor nos movimentos dos olhos, embasamento visual que não existia - pode significar doenças no olho, como a neurite óptica, onde ocorre a inflamação dos nervos da visão - nervos ópticos.

Esses achados diagnósticos são muito importantes e devem ser buscados ativamente pelo médico neurologista durante a avaliação junto ao paciente. Demandam análise, investigação, até mesmo sob internação hospitalar, para que se faça um rápido detalhamento e abordagem do caso.

Podemos concluir que é preciso estar atento para a possibilidade de que uma simples dor de cabeça possa significar, de fato, uma doença mais grave, que demande um rápido diagnóstico e conduta curativa por parte do médico, tendo por base os indicativos acima listados.
Não menos importante, a dor de cabeça do grupo das cefaleias primárias merece também todo o diagnóstico necessário, um tratamento de forma contínua e o acompanhamento pelo médico neurologista. O ideal é evitar o sofrimento do paciente, os episódios dolorosos, evitar o abuso de analgésicos numa tentativa frustrada da automedicação para tratar a doença. O ideal é minimizar o impacto social e ocupacional, melhorar a qualidade de vida quando no período de tratamento. A dor de cabeça frequente sempre preocupa. Recomendamos procurar um médico neurologista.


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Dr. Renan Francisco Oliva

CRM 21538. RQE Neurologia 12594

Em breve Santa Bárbara d´Oeste e região terão a excelência em  diagnóstico por imagem! Aguarde.

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