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CRIANÇAS E A SELETIVIDADE ALIMENTAR

JULIANA VIANNA DE ALMEIDA CARDOSO

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Não é fácil fazer a criança comer bem, mas, é muito importante


A seletividade alimentar é caracterizada pela recusa alimentar, por pouco apetite e desinteresse pelo alimento.
 A recusa alimentar é um comportamento típico da primeira infância, caracterizado por birras, demorar a comer, tentativa de negociar o alimento que será consumido, o levantar da mesa durante a refeição, e, o “beliscar” de coisas ao longo do dia.
 De acordo com a literatura, a amamentação poderia facilitar a aceitação de novos alimentos, visto que as características sensoriais do leite materno são influenciadas pela dieta da mãe e permitem o primeiro contato da criança com sabores e odores variados.
A família e os cuidadores são fundamentais para a formação e a estruturação dos hábitos e condutas alimentares das crianças. Se um ambiente é agradável e novos alimentos são oferecidos sem coação, a criança fica muito mais suscetível a desenvolver preferência pelos mesmos.
 Em tese, a ansiedade dos familiares para ver a criança comer levaria à substituição de alimentos saudáveis por aqueles de baixo valor nutritivo.
 Novos alimentos tendem a ser rejeitados, portanto, a oferta deve ser repetida. É através da experiência que as crianças aprendem e desenvolvem as associações entre as características sensoriais dos alimentos, o contexto social e as consequências fisiológicas e psicológicas de alimentar-se.

 Então, seguem aqui algumas suges-tões para melhorar a aceitação ali-mentar:

1 -    Os cuidadores devem determinar os limites. Deixe seu filho escolher o quanto comer, mas, defina quando, onde e o que.
2 -    Evitar distrações, deixe que ele se concentre na refeição. Evite telas e/ou brincadeiras nesse momento.
3 -    Encorajar o apetite. Nada de petiscos fora de hora, e, água liberada o dia todo.
4 -    Limitar a duração das refeições. Estabeleça entre trinta e trinta e cinco minutos para cada refeição, sem forçá-lo.
5 -    Oferecer alimentos adequados para a idade. Evite pedaços grandes ou pequenos demais, e ajuste a porção à idade.
6 -    Introduzir novos alimentos com frequência. Para estimular o paladar, quanto mais variedade, melhor.
7 -    Encorajar a independência para comer. Você é apenas um apoio. Deixe que ele curta o momento da refeição.
8 -    Tolerar a bagunça. Deixe a criança mexer em tudo o que experimenta, limpe a bagunça só no final.

 Cada caso de seletividade alimentar tem suas peculiaridades, requer orientação individualizada, segundo as características específicas da criança, da família e do meio.

 

julianaviana


DRA. JULIANA VIANNA DE ALMEIDA CARDOSO
 
CRM 138162  |  RQE : 82107 
Pediatra 
Graduação: Universidade de Ribeirão Preto – UNAERP; 
Residência Médica: Pontifícia Universidade Católica de Campinas - PUC Campinas.

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