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Dores nos músculos dos ombros

Fabio Nagato Watanabe

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A região dos ombros é mais resistente até os quarenta anos, tornando-se mais sensível após os cinquenta ou sessenta

O manguito rotador, um complexo de quatro músculos e muitas terminações nervosas que se unem para formar um grupo de tendões – a “ponta” do músculo, que por sua vez envolvem a cabeça do osso úmero, no ombro. Aí se encontram, no manguito rotador, os músculos subescapular, supra-espinhal, infra-espinhal e redondo menor.
Esses músculos, e suas pontas tendões, são os responsáveis pelos vários movimentos dos ombros. São responsáveis pelos movimentos de rotação do braço e pela estabilização do ombro, pelo equilíbrio muscular e pelo trabalho adequado desse membro.

A degeneração do manguito
Além dos motivos trauma ou atrito ósseo, a degeneração que ocorre pelo nosso envelhecimento é a principal causa das lesões do manguito. São relativamente raras antes dos quarenta anos, mais presentes entre os cinquenta e sessenta, e têm presença mais significativa após os setenta anos.
A partir do rompimento inicial a lesão tende a se agravar progressivamente, pois ela não se cicatriza de forma espontânea.
Na progressão da lesão, ocorre a atrofia, a degeneração gordurosa dos músculos, a retração e perda da elasticidade das pontas tendões – que podem ser irreversíveis.

Quadro clínico
Os principais sintomas são a dor, dificuldade para movimentos, fraqueza, instabilidade e sensação de atrito. É comum a dor piorar durante a noite. A dor pode ser intensa e incapacitante para atividades do dia a dia.

Tratamento
O tratamento depende da extensão da lesão e dos sintomas. Pode ser conservador ou cirúrgico.
Para lesões parciais, inicialmente o tratamento é conservador, com reabilitação da região por exercícios para se recuperar os movimentos e a força mais medicação analgésica e anti-inflamatória. Na dor intensa, as infiltrações com anestésicos e corticóides. Para as lesões completas e sintomáticas temos o tratamento cirúrgico – para se evitar a progressão da lesão e a dor. Temos dois tipos de cirurgia - o reparo aberto e o reparo artroscópico.
O reparo artroscópico é minimamente invasivo, realizado por furos na pele, com introdução de câmera de vídeo - tubo fino. Toda a cirurgia é feita com instrumentos especiais introduzidos por pequenos orifícios. Essa técnica traz mínimos danos musculares e menor risco de complicações - infecções e deiscência de suturas, dentre outras.
Qualquer que seja o método da cirurgia, o principal objetivo é fixar o tendão rompido ao osso do qual ele se soltou e assim melhorar o conforto e a função do conjunto muscular do ombro.
    



Dr. Fabio Nagato Watanabe
- CRM 106502  TOT 9686
Membro titular da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia
Membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia de Ombro e Cotovelo
Especialista em Cirurgia de Ombro e Artroscopia

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