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Parto natural humanizado

Luiz Fernando B. Daros

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A mulher como protagonista do parto

O termo “humanização”, hoje em dia muito abordado pelas pessoas, carece de ser interpretado de uma forma mais ampla. Não tem relação única com o ser educado, cordial, amável e profissional – especialmente na área de saúde. Atender o próximo com esses atributos é um dever social. O parto natural humanizado (PNH) busca algo um pouco mais amplo. Ao propormos o PNH queremos uma atenção e cuidados que priorize os aspectos naturais, médicos e humanitários nesse processo completo e complexo, cercado de detalhes humanos imperceptíveis. O parto, naturalmente, desencadeia uma liberação hormonal no organismo materno, com as endorfinas e a ocitocina, o “hormônio do amor”. Ficam evidentes no organismo quando experimentamos momentos de muita felicidade e prazeres. O ápice só acontece no trabalho de parto espontâneo. Estudos demonstram que logo após o nascimento do bebê, quando a placenta sai, a mulher experimenta uma verdadeira “inundação” de ocitocina. É o momento em que ela desfruta do primeiro contato, pele a pele, com seu filho!    

O parto espontâneo é um evento pouco ligado a doenças ou problemas. Poucos partos apresentam patologias e carecem da intervenção da medicina. No Brasil o modelo de assistência ao parto está demasiadamente “tecnocrata” e “medicalizado”. Um modelo equivocado praticado pela rede pública e pela saúde suplementar – nos convênios na nossa região chegamos a alarmantes 90% de partos via cesárea.
É essencial a presença do médico para atender os aproximados 20% de casos de intercorrências, mas também é humanizado de fato a presença de equipe multidisciplinar, da enfermeira obstetra, doula, psicóloga, fisioterapeuta e outros.
Estudos e evidências científicas recomendam o acolhimento respeitoso da parturiente com aconchego e privacidade, a livre escolha de posição e locomoção, uma dieta liberada, sem o uso de lavagens intestinais ou raspagem de pelos e medicações desnecessárias, o estimulo a presença do acompanhante devidamente instruído, as doulas, deixar a mulher escolher a posição e o local para o momento final do parto - na água, de cócoras, na cama ou em uma cadeira de parto - não se fazer manobras de empurrar a barriga e não fazer o corte na vagina (episiotomia). Recomenda-se também promover o contato precoce pele a pele entre bebê e mãe, com o clampeamento do cordão umbilical mais tardiamente. Este modelo de PNH proposto é aceito nos meios científicos no mundo todo. Tratar o parto como um evento natural que é sem abrir mão da medicina moderna e suas tecnologias, quando indicadas.




Dr. Luiz Fernando B. Daros
CRM 40.657   TEGO 100/85
Ginecologista e Obstetra, Especialista em
Reprodução Humana e Ultrassonografista

(19) 3461.8070 | 3461.7779
R. Fortunato Basseto, 356, Vila Medon - Americana