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A ciência computacional e a cirurgia ortopédica

JOSÉ LUÍS A. ZABEU

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Saiba mais sobre como obter resultados mais naturais após traumas envolvendo a estrutura óssea. É a informática colaborando com a ortopedia.

Nestes tempos de progressos tão incríveis na ciência, uma ferramenta que chegou para ficar é a possibilidade da correção de deformidades ósseas através de equipamentos que associam fixadores externos e programas de computador.
São muitas as causas de um osso estar deformado: problemas congênitos, fraturas, infecção, tumores e outros.  Quando isto acontece, surgem deformidades cosmeticamente desagradáveis e funcionalmente incapacitantes, principalmente nas pernas e braços.
Quando um osso longo, do tipo fêmur, tíbia ou úmero, necessita ser alongado, deve ser usado o fixador externo, a chamada “gaiola”, que se prende ao osso através de fios e pinos, conectados a uma estrutura externa, circular. O cirurgião faz o planejamento e monta a estrutura, programando passo a passo a correção. Quando a deformidade é muito complexa, com desvios de rotação, angulação e com encurtamento, o cálculo desta correção se torna muito difícil, e o resultado nem sempre é o desejado, sendo necessárias múltiplas anestesias e cirurgias. Um bom exemplo é uma fratura de tíbia - osso da perna - decorrente de um acidente de moto, cujo tratamento tenha levado a um encurtamento de 5 cm, com uma angulação do osso para frente e o pé rodado para fora. Isto causa dor no tornozelo, joelho e na coluna, faz a pessoa mancar, e, esteticamente causa grande desarmonia no formato corporal. A correção tradicional pode levar mais de um ano, e múltiplos procedimentos podem ser exigidos.
Há alguns anos têm sido desenvolvidos softwares e equipamentos que permitem o auxílio do computador na condução destas correções. O chamado “fixador externo hexapodal”, que segue o mesmo princípio dos simuladores de vôo - duas plataformas conectadas por seis pistões - é capaz de corrigir de modo progressivo e otimizado as deformidades por vezes muito complexas. O cirurgião monta o aparelho no paciente, informa ao computador as características da deformidade, seus objetivos, e o software gera a orientação de como o paciente deve manusear o fixador ao longo dos dias. A natureza reage a esta manipulação dos tecidos, formando osso novo e alongando músculos, vasos e nervos. A pele também se adapta. A correção da deformidade ocorre de modo progressivo, monitorado por radiografias e pelo aspecto clínico do membro tratado.  Isto tem permitido correções muito exatas, em menos tempo e com menor grau de dor e sofrimento. É tecnologia computacional de fato a favor do ser humano.



Dr. José Luís A. Zabeu - CRM 63209.
Ortopedista especializado em correção de deformidades
e cirurgia do joelho e quadril
Docente da Faculdade de Medicina da PUC-Campinas
(19) 3405.8083 | 3604.8083
Av. Brasil, 1500, Sala 206, Edifício Miami, Frezarin - Americana