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Fototerapia no tratamento de doenças dermatológicas

ADRIANA MARTINELLI

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Desde a antiguidade já se conhece o efeito terapêutico da luz do sol para algumas doenças cutâneas. Mas foi à partir do século XX que descobriu-se o mecanismo de ação dos raios ultravioleta (raios UV).

Desde então a fototerapia, modalidade terapêutica que utiliza a exposição aos raios UVA ou UVB, tornou-se uma excelente opção para controle de diversas dermatoses em todo o mundo.
Sabe-se que os raios UVA e UVB agem nas células da pele, provocando mudanças em seu DNA, levando a redução da proliferação destas células, diminuição da atividade inflamatória e aumento da pigmentação.Desta forma controla os principais mecanismos de algumas doenças dermatológicas.
Há dois tipos de fototerapia UVB e UVA (PUVA), sendo que esta última necessita de um medicamento que potencializa a ação da radiação UV.

Podem ser utilizados em crianças, idosos ou gestantes?
Sim, principalmente a UVB que não necessita de medicamento para potencializar seu efeito.

Como é feito o tratamento?
Existem máquinas ou cabines com diversas lâmpadas especiais que emitem radiação UVA ou UVB.  O tratamento é indolor, rápido e seguro. Deve ser feito duas a três vezes por semana. Deve-se ter uma avaliação por médico dermatologista quanto a indicação e acompanhamento deste tratamento.
Durante as sessões tenta-se proteger áreas não afetadas pela doença, além do uso de óculos especiais.

Qual a duração do tratamento?
O tempo de tratamento é variável de acordo com a doença e características do paciente. Na psoríase, por exemplo, o tempo médio para o controle da doença é de 20 a 40 sessões.  No vitiligo, a resposta é mais demorada, podendo levar vários meses sob tratamento.

Os raios UV podem causar câncer de pele. E a fototerapia pode?
O câncer de pele está associado a intensa exposição aos raios UV. Nas sessões de fototerapia o médico controla a intensidade de emissão de raio UV, tempo de exposição por sessão e número de sessões. Deve-se respeitar um número limite de sessões para evitar câncer de pele. Para se tornar suscetível a desenvolver um câncer, o paciente teria de estar sujeito a tratamento durante dois a três anos, o que na prática não acontece. É importante ter acompanhamento com médico dermatologista e seguir as orientações necessárias ao tratamento.

A fototerapia ajuda a pigmentar as manchas de vitiligo?
Sim. Há diversas causas de manchas claras na pele e algumas delas podem ser tratadas com fototerapia.

Quem não pode fazer fototerapia?
As principais contra-indicações são: ter câncer de pele, doenças que aumentam a sensibilidade da pele à luz do sol e catarata. 


 

Dra Adriana Martinelli - CRM 120813
Médica Dermatologista
Membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia

(19) 3477.1100
Rua Antonio Frezarim, 114
Vila Medon - Americana