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Síndrome do lactente sibilante – “chiado” no peito

MARIA CRISTINA IACOMUSSI REGANIN

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O popular “chiado no peito” da criança precisa ser avaliado pelo especialista. O tratamento pode evitar sequelas no longo prazo.

A síndrome do lactente sibilante é definida como o conjunto de sinais e sintomas oriundos da presença de algumas doenças na criança. A síndrome tem por característica predominante crises recorrentes do popularmente conhecido “chiado” no peito, que acomete normalmente crianças de até três anos de idade. Dentre as manifestações clínicas pode-se observar a tosse, o “chiado” no peito, e, variados graus de desconforto respiratório. 

Dentre as principais doenças que estão associadas à síndrome do lactente chiador, temos a asma e a hiperatividade brônquica pós-infecção viral nas vias aéreas, sobretudo quando pelo vírus sincicial respiratório.

Em regra, há fatores que predispõe a criança à incidência de doenças respiratórias, a saber:

a) os relacionados ao ambiente, com expo-sição maior a vírus – creches, festas, aglo-meração de pessoas;
b) o tabagismo passivo;
c) a poluição ambiental;
d) o biótipo da criança: tamanho relativamente menor da via aérea, sobretudo no sexo masculino;
e) predisposição genética - histórico pa-rental de asma, ou, criança com histórico de rinite alérgica ou dermatite atópica.

Aproximadamente 20% de todas as crianças nessa faixa etária sofrerão episódios de sibilância transitória. Dois terços desse grupo continuaram com o “chiado” persistente ainda após os três anos de idade, em especial àquelas com as características atópicas de afecções alérgicas por influência hereditária.

Uma vez conhecido o convívio da criança e determinado àqueles fatores com predisposição que colaboram para as doenças, o médico, junto à mãe, pode estabelecer práticas de prevenção. Cabe aí, preferencialmente, o evitar a exposição precoce dos bebês aos vírus, adiando a ida às creches, aos ambientes fechados e ou com aglomeração de pessoas. Importante também as práticas de higiene, como o lavar constante das mãos ou o uso de álcool gel, o uso de lenços de papel para higiene nasal e seu descarte, e, o não compartilhar de talheres, copos, etc.

Prejudicam bastante, a vida da criança, o tabagismo passivo e a gestante fumante – há tendência e se afetar a formação do pulmão. Não há vacina para o vírus sincicial respiratório, restando as vacinas de gripe tradicionais. A maior proteção da criança vem da amamentação, que quanto mais prolongada melhor.

A síndrome do lactente sibilante necessita de diagnóstico precoce a fim de se instituir o tratamento adequado, melhorar a qualidade de vida da criança e prevenir seqüelas no longo prazo.


 

Dra. Maria Cristina Iacomussi Reganin CRM/SP 99764
Pneumologia Pediátrica