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Transtornos de ansiedade

JAIRO DE OLIVEIRA ASSUMPÇÃO

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Representado pelo número 10 do Código Internacional de Doenças, pode se manifestar de formas diversas.

Vemos no dia a dia da clínica psiquiátrica os transtornos de ansiedades, classificados como o CID 10, no Código Internacio-nal de Doenças, sobre o que, de forma abreviada, vale a pena tecer uma reflexão sobre seus possíveis sintomas. 

O transtorno obsessivo-compulsivo é caracterizado essencialmente por ideias obsessivas ou por comportamentos compulsivos recorrentes. Os pensamentos são representações ou impulsos, que se intrometem na consciência do sujeito de modo repetitivo e estereotipado. O sujeito tenta frequentemente resistir-lhes, mas sem sucesso. Já os comportamentos e os rituais compulsivos são atividades estereotipadas repetitivas. O sujeito não tira prazer direto algum na realização destes atos os quais também não levam à realização de tarefas úteis por si mesmas. O comportamento compulsivo tem por finalidade prevenir algum evento objetivamente improvável, frequentemente implicando dano a si ou tornando o sujeito a causa de danos, que ao mesmo tempo, ele ou ela teme que ocorra.
O transtorno tem por companhia, quase sempre, a ansiedade. Esta ansiedade se agrava quando o sujeito tenta resistir aos seus atos compulsivos.
Já o transtorno de pânico tem por característica essencial os ataques recorrentes de uma ansiedade grave - ataques de pânico - que não ocorrem exclusivamente numa situação ou em circunstâncias determinadas. De fato, são imprevisíveis. Os sintomas essenciais comportam a ocorrência brutal de palpitação e dores torácicas, sensações de asfixia, tonturas e sentimentos de irrealidade - despersonalização ou desrealização. Existe, além disso, frequentemente, um medo secundário de morrer, de perder o autocontrole ou de ficar louco.
O transtorno de adaptação é o estado de sofrimento e de perturbação emocional subjetivos, que entravam o funcionamento e o desempenho social. Ocorre no curso de um período de adaptação a uma mudança existencial importante, ou, num acontecimento estressante. O fator “stress” pode afetar a integridade do ambiente social do sujeito - um luto, experiências de separação, etc - ou, afetar seu sistema global de suporte social e de valor social – numa imigração, estado de refugiado, etc. Ou ainda, representado numa etapa da vida ou por uma crise do desenvolvimento - escolarização, nascimento de um filho, derrota em atingir um objetivo pessoal importante, aposentadoria, etc. A predisposição e a vulnerabilidade individuais desempenham um papel importante na ocorrência e na sintomatologia de um transtorno de adaptação. Admite-se, contudo, que o transtorno não teria ocorrido na ausência do fator de “stress” considerado.
Sendo assim é de suma importância procurar ajuda profissional quando sua qualidade de vida estiver sendo modificada por alguns dos sintomas acima descritos.


 

Dr. Jairo de Oliveira Assumpção CRM 54227
Psiquiatria Clínica

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