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Tratando o casal patologicamente infértil

Fernando Brandão Campos

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Em nove passos conheça mais sobre a fertilização in vitro, uma das técnicas de reprodução assistida mais utilizada

1. Existem métodos de baixa complexidade que compreendem o coito programado e a inseminação intra-útero. Existe o de alta complexidade que é a fertilização in vitro.
O mais eficaz é a fertilização in vitro, cuja taxa de sucesso é de 20% a 50%, dependendo da idade da paciente. A utilização do método depende da sua indicação para o caso, assim como do preparo e habilitação do profissional que fará o tratamento.

2. Hoje a reprodução assistida passou a ser um tratamento mais acessível através do Programa de Acesso. O casal de menor renda é devidamente encaminhado por profissional credenciado que envia seus dados para o laboratório - que fabrica os medicamentos. Se aprovado ocorre uma redução de até 60% do valor cobrado - tanto no preço dos medicamentos, como nas despesas com a clínica e com o médico.

3. Estima-se que 15% dos casais em fase reprodutiva têm dificuldade para engravidar.

4. 40% são causas femininas, 40% são causas masculinas, 10% são causas comuns aos dois e 10% são sem causa aparente.

5. Na mulher a principal causa é a ovulatória. O principal fator é a idade - com a redução da sua reserva ovariana. No homem a principal causa é a redução da motilidade dos espermatozóides - cujo principal fator é a varicocele.

6. A gravidez múltipla é uma das complicações da reprodução assistida. Ocorre com maior freqüência na inseminação intra-útero. Nós que trabalhamos com a reprodução assistida temos que evitá-la durante a inseminação intra-útero. Observarmos que o estímulo com medicamentos tem como objetivo produzir no máximo três folículos maduros, de onde sairão os óvulos. Já na fertilização in vitro se transfere a menor quantidade possível de pré-embriões.

7. A fertilização in vitro inicia-se com a indução por medicação para os ovários e com o acompanhamento do crescimento dos folículos ovarianos através de ultrassom, até estes atingirem o tamanho ideal para serem puncionados. A punção é realizada sob sedação no centro cirúrgico, e ao mesmo tempo é coletado o sêmen do marido. Realiza-se neste momento a fertilização in vitro em laboratório anexo ao centro cirúrgico, onde se pode utilizar a injeção intra-citoplasmática do espermatozóide no óvulo. Pelo protocolo os gametas são colocados em incubadora e entre três e cinco dias será feita a transferência dos pré-embriões para o útero.

8. A principal contra-indicação feminina seria a idade da mulher. As chances de sucesso reduzem bastante com a idade e é quando se deve avaliar a sua reserva ovariana e quantidade de folículos ovarianos iniciais, antes da indução. As mulheres que perderam a sua reserva ovariana poderão entrar no programa de ovo-doação - utilização de óvulos de doadoras compatíveis. Pacientes acima de 38 anos devem também passar por avaliação genética para afastar possíveis doenças genéticas que venham a prejudicar o futuro embrião. Este estudo genético deverá ser feito também no homem que tenha uma redução acentuada na qualidade dos espermatozóides.

9. A Medicina Reprodutiva espera que no futuro se torne mais expressivo o acesso das pessoas a esse tratamento diferenciado, com a crescente redução do custo dos medicamentos e apoio direto dos governos na causa. Tecnicamente desenvolvemos um trabalho que resulta no melhor embrião. Este trabalho requer associação da parte clínica com a laboratorial.


Dr. Fernando Brandão Campos - CRM 24101
Ginecologista, Obstetra, Histeroscopia, Reprodução Humana

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