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Próteses de silicone para o aumento mamário

Denis Vincenzi

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As próteses foram criadas na década de 60 pelos médicos americanos, Dr. Frank Gerow e Dr. Thomas Cronin, especificamente para aumento das mamas, coisa que é verdadeiro fetiche nos EUA.

Na década de 70 a empresa Dow-Corning criou o método industrial de sintetizar silicone de grau médico e manteve a descoberta em segredo, tornando-se a única produtora mundial do produto e das próteses por muitos anos.
Antes de 1965, o material que preenchia a prótese era líquido e poderia migrar para outros tecidos corpóreos em caso de rotura da prótese. Atualmente existe o gel de alta coesão, que não migra, ficando aglutinado na cápsula, mesmo em caso de rotura ou perfuração.
Quando se faz a colocação da prótese no ser humano, tanto acima como abaixo do músculo grande peitoral, o organismo reage ao corpo estranho (prótese) e forma uma cápsula cicatricial envolvendo a prótese. Esta cápsula normalmente é mais rígida nas próteses lisas e mais maleável nas texturizadas.
Um estudo sobre a possibilidade de a prótese induzir câncer de mama, feito nos EUA e Canadá, revelou que o grupo de mulheres com implante tinha 27% menos ocorrência do câncer. Outro aspecto importante é que os exames de imagem, como a mamografia, ultrassom e ressonância magnética permitem boa avaliação e diagnóstico preciso, mesmo com próteses de grande volume.
A rejeição crônica ou contratura capsular ocorre quando há um estímulo alergênico, levando a um aumento da dureza local e dores. Sabe-se que estatisticamente a contratura pode ocorrer entre seis meses e seis anos. Existe também a rejeição aguda onde o organismo produz células de pus e seroma estéril (sem infecção) para tentar expulsar ou extruir o implante.
Nas mulheres jovens pode-se afirmar que a prótese não interfere na lactação e amamentação, assim como também não altera a sensibilidade local.
Atualmente não se tem definido um tempo certo para a troca de próteses, porém existe a recomendação expressa de que se faça anualmente um exame de ultrassom preventivo.
A incisão (corte) para colocação das próteses pode ser pelo sulco mamário inferior, pelas aréolas ou axilas. A colocação endoscópica via umbilical somente é possível quando se usam próteses tipo expansoras, preenchidas com soro fisiológico. Porém, isto não é utilizado no Brasil - onde se dá preferência para as próteses de gel de silicone com consistência mais natural.
Caso você pretenda colocar próteses de aumento é de suma importância a avaliação de um profissional médico registrado na Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica para se evitar transtornos desnecessários, seqüelas ou reparações.


Dr. Denis Vincenzi - CRM 53523
Cirurgião Plástico RQE 12615/91

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