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Rastreamento e diagnóstico para o câncer de mama

TATIANA MARI TANAKA

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Por que é fundamental realizar o exame da mamografia aos 40

O câncer de mama é a patologia oncológica mais frequente entre as mulheres no Brasil, depois do câncer de pele não melanoma. E a previsão de sua incidência para 2016 é de 57.960, segundo relatório do Instituto Nacional do Câncer- INCA.
   Na região sudeste do Brasil, temos a incidência de sessenta e oito casos a cada cem mil mulheres, por ano. E, em Americana, onde temos uma população aproximada de duzentos e vinte mil habitantes, há uma incidência média de sessenta e oito a setenta casos ao ano.
    A mamografia é o exame de escolha, no rastreamento na população de mulheres, a partir dos quarenta anos de idade. E, de acordo com o último estudo finlandês, publicado em 2016 na revista científica “British Journal of Cancer”, a mamografia foi responsável em diminuir a mortalidade em 33% nos casos de câncer de mama.
    A periodicidade do exame de mamografia ainda é tema polêmico, mas, segundo a “American Cancer Society”, é recomendada a realização anual partir dos quarenta anos, e, até os cinquenta e quatro anos. Bianual, a partir de cinquenta e cinco - até os setenta anos.
    A mamografia é classificada em seis categorias, chamadas de BIRADS.

BIRADS0 - exame duvidoso - exige exames complementares
BIRADS1 - exame normal
BIRADS2 - exame normal
BIRADS3 - exige repetição de seis em seis meses até completar dois anos
BIRADS4 - exige biópsia de mama
BIRADS5 - exige biópsia de mama
BIRADS6 - câncer de mama já confirmado
    
    Exames complementares como ultrassom e ressonância nuclear não servem como rastreamento - apenas esclarecem dúvidas. A paciente deverá passar com um médico mastologista quando tiver resultado de BIRADS 0, 3, 4 e 5. Nos casos de 4 e 5, a consulta deve ser feita com maior urgência.
    A biópsia da mama, que define o diagnóstico correto, pode ser realizada pelos métodos da biópsia de fragmento, por punção aspirativa – nos casos de cistos suspeitos, ou por mamotomia. Cabe ao mastologista indicar qual a técnica adequada para o caso. Há vários subtipos de câncer de mama, que atualmente são cinco: o luminal A, luminal B, basal, her2, e triplo negativo. O tratamento é definido a partir desta classificação e das características pessoais do paciente - idade, hábitos de vida, patologias associadas e fator hereditário.
    O diagnóstico precoce sempre é favorável para o paciente. É importante ressaltar que o prognóstico e a resposta ao tratamento não dependem do tamanho do tumor, mas sim da classificação acima citada. A mamografia deve ser incentivada como rotina - é o exame que diminui em trinta e três por cento a mortalidade por câncer de mama no mundo.


Dra Tatiana Mari Tanaka CRM 104154
Residência em Ginecologia/Obstetrícia e Mastologia pela Unicamp
Título de Especialista pela Sociedade Brasileira de Mastologia