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Artroscopia de ombro: cirurgia minimamente invasiva

Fabio Nagato Watanab

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Apesar da artroscopia de ombro ser um procedimento já bem consolidado e aceito na comunidade científica, o público leigo tem muitas dúvidas a respeito ou até mesmo desconhece a aplicabilidade deste procedimento.

Trata-se de um procedimento cirúrgico minimamente invasivo, realizado com pequenas incisões não maiores do que um centímetro e pelas quais são introduzidos os equipa-mentos necessários para a cirurgia (câmera de vídeo artroscópica e instrumentais cirúrgicos). A câmera de vídeo artroscópica tem o formato de um tubo fino e é introduzida na articulação. A imagem vista no monitor é ampliada para oferecer mais detalhes das estruturas avaliadas. Os reparos necessários são feitos com equipamentos cirúrgicos especiais introduzidos por outro orifício na pele.

Por se tratar de um procedi-mento pouco invasivo, tem como principal vantagem preservar estruturas que sofrem danos na cirurgia aberta. Também tem menor risco de complicações pós-operatórias (como infecções, aderências cicatriciais, deiscência de sutura), um menor período de hospitalização, podendo ser em regime ambulatorial (alta no mesmo dia). Por último há também a vantagem estética.

Apesar de ser minimamente invasiva, a cirurgia artroscópica oferece uma melhor visualização e acesso às estruturas do ombro e oferece a possibilidade de inspecionar e reparar estruturas intra e extra-articulares em um único ato cirúrgico.
Os avanços da cirurgia artroscó-pica têm limitado as indicações da cirurgia aberta apenas para casos de artroplastias (próteses), fraturas, infecções, alguns casos de instabilidade articular que exijam enxertos ósseos, ressecção de tumores e casos graves de lesões maciças do manguito rotador.

A cirurgia artroscópica é indicada para ruptura dos tendões do manguito rotador, síndrome do impacto sub-acromial, tendinite calcárea (calcifi-cação nos tendões), instabilidades (luxações recidivantes) traumáticas ou atraumáticas, patologias acrômio-claviculares, sinovites e bursites, lesão “SLAP”, artrose (a indicação artroscópica depende do estágio da artrose), tendinopatias do cabo longo do bíceps, entre outras.

É bom lembrar que o acom-panhamento e cuidados no pós-operatório são tão importantes quanto a cirurgia em si e que quando bem orientados proporcionam alta taxa de satisfação com os resultados alcançados.

 

Dr. Fabio Nagato Watanabe - CRM 106502 TOT 9686
Membro titular da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia
Membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia de Ombro e Cotovelo
Especialista em Cirurgia de Ombro e Artroscopia


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