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Novas e diferentes tecnologias para a cirurgia de catarata

EDUARDO BUZOLIN BARBOSA

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As lentes e os procedimentos precisam estar em consonância com as necessidades do paciente

A catarata é a principal causa de cegueira reversível em todo mundo. Corresponde por cerca de 50% dos casos da perda de visão. Ocorre geralmente após os cinquenta anos, devido a opacificação progressiva do cristalino – a lente natural do olho, que ajuda focalizar as luzes na retina, para formação das imagens. Hoje não existem colírios, vitaminas ou qualquer outro método cientificamente comprovado para o tratamento desta opacificação. A cirurgia de remoção do cristalino e o implante de uma lente intraocular artificial é a única opção de tratamento.

Felizmente, a cirurgia de catarata progrediu bastante nos últimos anos devido aos avanços tecnológicos. É plenamente possível se realizar uma cirurgia segura e com melhores resultados do que no passado. Dentre as evoluções, a criação de novas lentes intraoculares passou a ser a principal arma no arsenal médico, facilitando o objetivo final, que é a recuperação da visão do paciente.

Muito se fala sobre essas lentes, sobre as diferenças entre as lentes nacionais e importadas, contudo, dividir as lentes apenas nesses dois grupos é simplificar uma ampla gama de opções. Na verdade, não existe lente melhor ou pior, existe a lente certa, a mais adequada para cada indivíduo.

As lentes comumente utilizadas são as monofocais, ou seja, corrigem apenas a visão para longe, necessitando de óculos para visão de perto. Nesse grupo, podemos encontrar lentes esféricas - que não corrigem aberrações corneanas e podem distorcer as imagens, e as asféricas - que podem corrigir essas aberrações, oferecendo uma qualidade de visão superior. Ainda, temos as monofocais asféricas tóricas, que são ideais para pacientes com astigmatismo corneano, uma vez que o mesmo não é corrigido pelas lentes não-tóricas.

Outro grupo de lentes existente são as multifocais, que podem corrigir a visão tanto para longe quanto para perto, podendo inclusive corrigir astigmatismos corneanos - são lentes multifocais tóricas.

Existem diversos modelos à disposição e apenas o oftalmologista poderá identificar qual é a lente mais adequada, já que a escolha depende de diversos fatores, tais como ocupação, tamanho da pupila e nível de exigência visual.

Pacientes com as atividades de dirigir durante a noite, praticar tiro ao alvo, esportes noturnos ou realizar trabalhos manuais podem não ser bons candidatos para o implante de lentes multifocais. Outra contraindicação seria a presença de retinopatia ou de um potencial expressivo para desenvolvê-la.

Recentemente, foi lançada uma nova categoria de lentes multifocais, chamadas de trifocais, que melhoram a visão intermediária, imitando a função natural do cristalino e proporcionando conforto com independência dos óculos, para todas as distâncias: ao longe, perto e intermediárias.

Cirurgia de catarata com laser
Outro assunto que está em alta, entre as novidades para cirurgia de catarata, é o uso do laser de Femtosegundo para a realização de algumas partes da cirurgia, como as incisões - que tradicionalmente são feitas com lâminas de safira ou diamante. Apesar da extrema segurança e eficácia da cirurgia tradicional, o uso do laser de Femtosegundo aumenta a precisão e previsibilidade de alguns passos fundamentais na cirurgia, reduzindo ainda mais o risco de complicações. A tecnologia do laser não substitui uma mão habilidosa e experiente. O laser precisa ser devidamente programado, pelo médico - uma programação equivocada pode gerar péssimos resultados. Entretanto, não se pode negar o maravilhoso avanço tecnológico envolvido em sua criação, disponibilizando mais uma excelente arma no extenso arsenal oftalmológico.


Como buscamos elucidar, a cirurgia de catarata não pode ser vista como uma cirurgia simples. Seu processo e preparação são extremamente complexos e refletem diretamente no resultado final. A escolha da lente intraocular correta é fundamental e cada caso dever ser estudado minuciosamente pelo cirurgião, levando em consideração os diversos fatores envolvidos. O objetivo final sempre será o mesmo: a recuperação visual e a satisfação do paciente com os seus resultados.

 



Dr. Eduardo Buzolin Barbosa
CRM 151.527
Residência em oftalmologia pela Faculdade de Medicina de Rio Preto - FAMERP
Fellowship em Catarata e Cirurgia Refrativa pela UNICAMP
Fellowship em Transplante de Córnea pela UNICAMP
Título de Especialista em Oftalmologia pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) e Associação Médica Brasileira (AMB)
Membro da Sociedade Brasileira de Catarata e Cirurgia Refrativa (BRASCRS) e da American Society of Cataract and Refractive Surgery (ASCRS)


 

@visiumoftalmologia
 Visium Oftalmologia