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Catarata: são inúmeros fatores de risco que podem provocar ou acelerar o aparecimento

Eduardo Tavares

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Acatarata é definida como qual-quer opacificação do cristalino que atrapalha a entrada de luz nos olhos, acarretando diminuição da visão.

As alterações podem levar desde peque-nas distorções visuais até a cegueira.
Inúmeros fatores de risco podem provocar ou acelerar o aparecimento de catarata, incluindo medicamentos (esteróides), substâncias tóxicas (nicotina), doenças metabólicas (diabetes mellitus, galactosemia, hipocalcemia, hipertiroidismo, doenças renais), trauma, radiações (UV, Raio X e outras), doença ocular (alta miopia, uveíte, pseudoexfoliação), cirurgia intraocular prévia (fístula antiglaucomatosa, vitrectomia posterior), infecção durante a gravidez (toxoplasmose, rubéola) e fatores nutricionais (des-nutrição).

Pode ser classificada em:

Catarata congênita: presente ao nasci-mento
Catarata secundária: aparece secundariamente, devido a fatores variados, tanto oculares (uveítes, tumores malignos intraoculares, glaucoma, descolamento de retina) como sistêmicos. No último caso, pode estar associada a traumatismos, moléstias endócrinas (diabetes mellitus, hipoparatireoidismo), causas tóxicas (corticoides tópicos e sistêmicos, cobre e ferro mióticos), exposição a radiações actínicas (infravermelho, raios X), traumatismos elétricos, entre outras.
Catarata senil: opacidade do cristalino em consequência de alterações bioquímicas relacionadas à idade. Aproximadamente 85% das cataratas são classificadas como senis, com maior incidência na população acima de 50 anos. Nesses casos, não é considerada uma doença, mas um processo normal de envelhecimento.




Tratamento

O tratamento clínico, como a pres-crição de óculos, tem efeito transitório. O tratamento farmacológico é utilizado em alguns países da Europa e por alguns oftalmologistas brasileiros, entretanto não existe efetividade comprovada. A correção cirúrgica é a única opção para recuperação da capacidade visual do portador de catarata senil.

Técnicas de Cirurgia
A três principais técnicas de cirurgia de catarata são a facoemulsificação, a extração extra-capsular e extração intra-capsular. Na facoemulsificação realizamos uma pequena incisão na córnea, de menos de três milímetros, e por ali vamos fragmentando e aspirando o cristalino doente. É a forma mais avançada de se operar a catarata. Por essa pequena incisão fragmentamos e aspiramos o cristalino com a ajuda do ultrassom (algumas pessoas falam erradamente que é pelo Laser). Esta técnica permite uma recuperação visual mais rápida e um período pós-operatório mais curto, sendo, portanto, a que mais praticamos. Atualmente as outras duas técnicas estão sendo utilizadas em menor escala.

Dr. Eduardo Tavares da Silva Junior
CRM 125853
Oftalmologista