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TDAH adulto - Uma patologia catastrófica

RODRIGO NOGUEIRA BORGHI

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Neste nosso primeiro contato vamos abordar um tema extremamente relevante na prática clínica, porém, ainda cercado de mitos e desconhecimentos que podem levar a um grave desfecho.


Falaremos sobre o Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade na idade adulta – o TDAH. O Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade é uma patologia altamente prevalente, que acomete 6,6% da população mundial - estimasse que onze milhões de adultos, nos Estados Unidos, possuem a doença, ficando atrás apenas da depressão.

O TDAH é considerado o mais limitador, por atacar mais áreas da vida adulta, do que a maioria dos transtornos observados em um ambulatório de psiquiatria (Barkley). O TDAH é um comprometimento do neurodesenvolvimento que acomete diversas estruturas do cérebro, afetando sua neuroquímica e a formação adequada de determinadas conexões neurais, gerando um déficit nas funções executivas. Compõe-se por uma tríade básica de sintomas: a desatenção, a hiperatividade e a impulsividade, que se subdividem em grupos de subssintomas, conforme abaixo:

• Dificuldade de parar comportamentos;
• Dificuldade em interromper comportamentos ou atividades quando exigidos;
• Impulsividade;
• Desorganização e capacidade de planejamento ruim;
• Iniciar tarefas sem entender regras ou instruções;
• Não terminar o que começa;
• Dificuldade de priorizar tarefas e gerenciar o tempo;
• Inquietude motora;
• Dificuldade em esperar recompensas tardias;
• Erros por desatenção e esquecimento em atividades diárias.

O TDAH é uma doença que se inicia, normalmente, antes dos doze anos de idade e persiste em muitos casos até a vida adulta. Nos últimos dois anos diversos estudos têm surgido com a hipótese da doença se iniciar na fase adulta - porém tal hipótese ainda não se confirma.

É uma doença geralmente hereditária e que traz prejuízos desastrosos ao seu portador, como desempenho ruim no trabalho, na vida acadêmica, com mudanças frequentes de emprego, com comportamento sexual de risco, de graves prejuízos financeiros, com possível gravidez na adolescência, acidentes automobilísticos, problemas conjugais e surgimento de outras doenças psiquiátricas associadas, como a depressão, o transtorno bipolar, ansiedade, compulsão alimentar e as dependências químicas.

O tratamento do TDAH se baseia no uso de medicação, na terapia cognitiva comportamental, no coaching e no constante processo de psico-educação. Se você suspeita ser portador do transtorno, mude sua história agora. Recomendamos que procure um profissional da área da saúde mental.




Dr. Rodrigo Nogueira Borghi
CRM 138816
Médico Psiquiatra RQE 175811
Psiquiatria adulto e psiquiatria geriátrica