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O que é fibromialgia?

SÍLVIA U. AIVAZOGLOU

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Muitas vezes mal interpretados e incompreendidos, os pacientes com fibromialgia sentem dores intensas, e até incapacitantes

A fibromialgia tem cura?”, “é grave?”, “existe um exame específico que comprove?”, “ficarei incapaz?”. São perguntas muito frequentes no consultório e tentaremos esclarecê-las.

A fibromialgia é a causa mais comum de dor musculo esquelética generalizada, em mulheres entre vinte e cinquenta e cinco anos, sendo pouco frequente em homens. É uma condição crônica de dor e está frequentemente associada a outros sintomas como fadiga, distúrbios de sono, dores de cabeça e distúrbios do humor – como a depressão e a ansiedade.

A causa ainda é desconhecida, mas fatores físicos e emocionais parecem estar envolvidos. Os sintomas dolorosos são resultado de uma alteração na percepção da dor, um fenômeno chamado “sensibilização do sistema nervoso central - SNC”. Em outras palavras, pode-se dizer que uma pessoa com fibromialgia sente dor desproporcional - muito mais intensa, com um mínimo estímulo doloroso. Outras condições que também estão relacionadas à maior sensibilização são a síndrome do intestino irritável, a síndrome da fadiga crônica e a enxaqueca.

Não se fala em cura para fibromialgia, mas muitos pacientes aprendem a lidar com a condição e levar vidas normais, com tratamento e mudanças comportamentais. A fibromialgia não é uma condição inflamatória e não se agrava com o tempo, portanto não causa incapacidade física ou deformidades. O exame físico é, habitualmente, normal, com alguns pontos dolorosos à palpação. Não existem exames específicos da doença e o diagnóstico é realizado descartando-se doenças que cursam com dor, como a artrite reumatoide, lúpus e miosite, por exemplo.

O tratamento ideal da fibromialgia apresenta melhores resultados quando engloba a associação de medicações para a melhora da dor, do sono e do humor, exercícios físicos aeróbicos e alongamento, mais, terapia cognitivo comportamental e exercícios de relaxamento. A participação do reumatologista, e de outros profissionais como psicólogo, psiquiatra e fisioterapeuta é fundamental para o acompanhamento multidisciplinar do paciente.

A compreensão do paciente e de seus familiares sobre o diagnóstico e evolução benigna da condição, contribui para um quadro mais favorável.

Gostamos muito de enfatizar a importância de se estar sempre ativo, para a melhora dos sintomas, e ser sempre otimista tanto em relação à vida quanto ao tratamento. Essas medidas têm um impacto muito positivo no combate ao quadro de dor.


silviaAivazoglou bio

Dra. Sílvia U. Aivazoglou
CRM 147.079
Reumatologista,Título de Especialista pela Sociedade Brasileira de Reumatologia e
Membro da Sociedade Brasileira de Reumatologia