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A oncologia e o adoecer

ANDIR LEITE SANCHES

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O desequilíbrio celular pode estar intimamente ligado ao suprassensível
Como oncologistas somos frequentemente procurados por pessoas que gostariam de ser orientados sobre “como não adoecer”. Na realidade o processo de adoecimento é muito mais complexo do que podemos imaginar. Não fica doente quem quer, só fica doente quem pode. Esta frase, oriunda da chamada “medicina do terreno”, espelha bem toda a complexidade do processo de adoecimento.
Na realidade o que encaramos e denominamos como “doença” é apenas a expressão final e material do que se iniciou por uma série de alterações imateriais - energéticas. Dessa forma, nosso entendimento a respeito do processo de adoecimento no ser humano inicia-se por admitir uma fração imaterial e não possível de ser analisada por nossos cinco sentidos, o que a torna, portanto, suprassensível.
Assim, o diagnóstico do adoecer transforma-se em algo profundamente individual, e para realizá-lo é necessária cuidadosa análise.
 
Hereditariedade
 
Em primeiro lugar devemos analisar os fatores possíveis de terem sido herdados dos antepassados, e que possam funcionar como fatores predisponentes ao adoecer. Essa análise, que na maior parte das vezes tende a restringir-se apenas à história familiar, pode necessitar o concurso de especialistas em genética médica.
 
Fatores epigenéticos
 
Na verdade, mesmo na oncologia onde os efeitos mais profundos e materiais do adoecer ocorrem no mecanismo de hereditariedade, a área em que mais efetivamente podemos agir está fora do campo da genética – está nos fatores epi/fora genéticos.
Assim, uma análise dos fatores ambientais, nutricionais e de estilo de vida faz-se necessária. Muitas vezes, apesar de não podermos analisar detidamente todos os fatores epigenéticos, podemos concluir muito sobre seus efeitos no indivíduo, sob análise, ao efetuar uma boa anamnese por intermédio de algumas técnicas complementares à medicina - homeopatia, medicina chinesa, medicina antroposófica, etc.
 
Conceito de prevenção – o papel da educação
 
Prevenir ou retardar o adoecer é, desta forma, algo bastante individual. Devemos então agir em sua fração energética promovendo hábitos saudáveis – a salutogênese - que vão desde hábitos que serão benéficos para a população em geral, uma educação para a saúde, até hábitos que serão prioritariamente saudáveis particularmente para a pessoa que estamos analisando. A isto denominamos prevenção primária. Nesse nível lançaríamos mão não apenas da educação e do esclarecimento para a saúde, mas, também de técnicas de medicina complementar que equilibram o componente energético de cada indivíduo, tendendo a evitar ou a se retardar o adoecer energético.
 
O papel do Estado e da medicina suplementar
 
Infelizmente, nossa plataforma de saúde é basicamente estatal, e mesmo quando nos afastamos um pouco do aparelho estatal notamos um raciocínio basicamente voltado à medidas de massa, ou que se baseiam em protocolos massificantes.
Apesar de algumas iniciativas no sentido de “humanizar” a assistência, e de oferecer em situações pontuais um acesso a técnicas complementares de medicina, com os recursos estipulados que se destinam a essas atividades ainda não se consegue caminhar muito no sentido da individualização da atenção referida no item anterior.
 
A atenção que conseguimos oferecer
 
Deste modo, devemos pontuar que a atenção que oferecemos, habitualmente, visa basicamente á doença, já em fase de materialização - mesmo que inicial. A medicina voltada a fase energética do adoecer, praticamente, só é oferecida no ambiente de consultório particular.
Por primazia, nosso raciocínio clínico segue diretrizes fundadas no indivíduo como um todo - com a fração energética inclusive, mas, esta nossa ação e preocupação, só consegue ser efetiva, ser aplicada, a partir da presença e manifestação, ainda que mínima, do adoecer material.
Em nosso meio, e nas cidades da região, temos condição de oferecer aos nossos pacientes, principalmente pela medicina suplementar/convênios, os recursos necessários à realização dos diagnósticos precoces, para os tratamentos - prevenção secundária, bem como para a recuperação das sequelas porventura resultantes – a prevenção terciária.
 
Prevenção terciária e paliação
 
Dentro da evolução do adoecer e após mitigar os efeitos da expressão material da doença, voltamos novamente à análise do componente energético, pois continua a necessidade de se realizar um diagnóstico individual tanto do agora paciente como de seu componente familiar e ambiental, com vistas a evitar novo adoecer ou paliar as consequências de nosso eventual insucesso no tratamento.
Para esta atividade ainda contamos com bons recursos nas técnicas médicas e na assistência oferecida pela medicina usual, entretanto, as técnicas de medicina complementar podem acrescentar bastante ao nosso arsenal médico e, por conseguinte, a melhores resultados.
 
 
andirleite
 
Dr. Andir Leite Sanches
CRM 18577
Mastologista e Oncologista
Medicina Complementar