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Diabetes, obesidade

Camila Codogno Galego

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A Terapia Nutricional é fundamental no cuidado do paciente com diabetes mellitus tipo I e II

 O diabetes mellitus se dá quando o organismo não consegue controlar a quantidade de glicose (açúcar) na corrente sanguínea. Isto pode acontecer se o corpo não produzir as quantidades suficientes de insulina.

O padrão de referência segundo a Sociedade Brasileira do Diabetes - SBD e Internacional Diabetes Federation – IDF, de 2006, é de 70 a 99 mg/dl. Acima desse parâmetro pode-se tratar de um paciente pré-diabético. 
Existem duas classificações para o diabetes mellitus, sendo elas os tipos I e II. No diabetes mellitus tipo I, há um ataque autoimune, o organismo não produz insulina alguma devido à destruição das células beta do pâncreas que produzem insulina. No diabetes mellitus tipo II, o organismo não produz insulina suficiente ou não consegue utilizá-la de forma apropriada. 
Um grande índice de diabetes mellitus tipo II está ligado ao excesso de peso. A obesidade é um dos principais fatores que atuam no desenvolvimento do diabetes tipo II. É sabido que o aumento de peso por si só não garante a ocorrência da disfunção, mas o aumento de peso contribui para grandes chances de ter um futuro paciente diabético tipo II. As predisposições genéticas, fatores ambientais, sedentarismo, fastfood e alimentos industrializados, propiciam o aparecimento da síndrome. Isso significa, por exemplo, que obesos que praticam exercícios físicos freqüentemente tem chances menores de apresentarem a doença.
A terapia nutricional é fundamental no cuidado ao paciente com diabetes mellitus tipo I e II. O maior desafio está na adesão desse paciente ao tratamento nutricional. As modificações na dieta alimentar do paciente são essenciais para o sucesso do tratamento. O emagrecimento pode reverter à alteração ruim da taxa glicêmica e hemoglobina glicaga.
Deve-se introduzir no padrão alimentar do dia a dia do paciente, produtos integrais tais como arroz integral, pão integral, farinhas integrais, linhaça e aveia. Incentivar a ingestão hídrica, instituir padronização de horários para as refeições, evitar o sedentarismo e praticar atividade física sempre que possível. 
A avaliação nutricional é usada para traçar o plano alimentar e a prescrição dietética, que se baseia em uma alimentação adequada para paciente com DIABETES através de porções e alimentos com baixos índices glicêmicos. 
Quando o paciente inicia uma reeducação alimentar equilibrada juntamente com a atividade física logo começa a perceber as diferenças no seu peso e no seus valores da taxa do índice glicêmico - que então caminham para a normalidade.
O nutricionista tem papel essencial na construção desse padrão de alimentação a ser seguido pelos portadores de patologias uma vez que não existe uma receita universal. Cada organismo, com suas especificidades, doentes ou não, precisam de substâncias encontradas nesse ou naquele alimento, nas substâncias processadas e outras, de forma que o profissional nutricionista deve sempre ser consultado para se alcancem os resultados esperados.

Camila Codogno Galego
CRN 37415
Nutricionista 

(19) 3012.1955