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Obesidade infantil e o sabor dos alimentos

Camila Codogno Galego

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Hoje o sobrepeso e a obesidade infantil apresentam prevalência estatística elevada. E isso reflete em futuros adultos obesos com a presença de doenças crônicas não transmitidas – DCNT – do tipo diabetes II, colesterol, pressão alta, etc.

O consenso na saúde é que a obesidade infantil cresce de forma significativa e com ela uma variedade de complicações, hoje e depois. O momento pede uma mudança. E a reeducação alimentar é imprescindível nesse sentido. O tratamento na infância, com o manejo da alimentação tende a ser mais difícil, pois, depende de mudanças de hábitos e disponibilidade dos responsáveis, além do entendimento da criança quanto aos danos provocados pela obesidade e da necessidade de mudanças. 
As mudanças necessárias dependem dos pais e ou responsáveis - e da nutricionista. Na verdade, todos que convivem com a criança devem ajudar e fazê-la se sentir segura e apoiada. Não podemos nos esquecer dos profissionais demais envolvidos, do pediatra, endócrino, educador físico, psicólogo e da participação dos educadores da escola. 
O tratamento nutricional inicia-se com a coleta de dados, avaliação antropométrica e a anamnese alimentar. Exames clínicos e bioquímicos, atividades físicas desenvolvidas, período que estuda, tempo e características do sono - dorme bem, noite agitada, levanta de madrugada para se alimentar, etc. 
Em seguida montamos o plano alimentar com todas as informações coletadas que levarão a um ótimo resultado. 
O mais importante nesse processo é que “a criança ou o pré-adolescente tem que querer” mudar. 
Para a montagem de um cardápio é necessário à classificação pela curva de crescimento versus gênero – masculino, feminino. Checamos a estatura por idade, o peso por idade, o IMC por idade, e, nas idades entre cinco e dezenove anos, a maturação sexual. Em seguida é elaborado o plano alimentar com cardápio semanal – inclui cardápio escolar. É construído com variedade de alimentos, coloridos, de texturas macias e o mais natural possível. 
Nosso sensor da mastigação tem que ser bem “alimentado”. Evitar líquidos durante a refeição, procurar um ambiente calmo e tranquilo. Utilizar temperos mais naturais - alho, cebola, cebolinha, coentro, etc., para preservar a integridade dos alimentos, e, para que a criança sinta o sabor desses alimentos. É olho no prato para o ato de se alimentar acontecer. 
A obesidade é um problema grave e deve ser encarado com cuidado. Se o seu filho esta acima do peso, deve procurar ajuda, pois as causas da obesidade podem ter diversas origens desde hábitos irregulares até fatores genéticos e hormonais. Quanto mais cedo for tratado, maiores são as chances de reverter esse quadro.


 

Camila Codogno Galego - CRN3 – 37415
Nutricionista esportiva e clínica
Obesidade Infantil     
Atendimento particular e convênios Doctor, Easymed  e Funerária Bom Pastor


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