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Utilização de mini-implantes em ortodontia. A desejada ancoragem esquelética

PATRÍCIA CHRISTOFOLETTI ROSSETTI

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Em primeiro lugar devemos entender ancoragem como algo que faz “sustentação”, “base” ou “fixação”. Uma terapia ortodôntica bem sucedida na maioria das vezes depende de uma ancoragem bem planejada.

Com a utilização dos mini-implantes, ou miniparafusos, surge um novo conceito de ancoragem na ortodontia: a ancoragem esquelética - os pinos são fixados em osso, tanto no maxilar como na mandíbula.
Normalmente quando produzimos uma força de ação em determinado aparelho esta provoca uma força de reação, muitas vezes indesejada. Com a ancoragem esquelética – pino/osso - conseguimos neutralizar esses efeitos durante nosso tratamento.
A seleção do local é de extrema importância para a eficácia, sendo necessário um planejamento criterioso com raios X, panorâmico e periapicais, para localização das raízes dos dentes e investigação sobre se há osso suficiente para colocação dos miniparafusos.
Tanto no maxilar superior quanto no inferior existem locais mais apropriados para instalação dos miniparafusos. Esses miniparafusos também são autorrosqueáveis, não necessitando assim de motor para perfuração do osso e sim de chaves de mão, que tornam o procedimento operatório bastante simples e rápido, com tempo clínico reduzido.
Esses mini-implantes têm diversas utilizações, dentre elas o tracionar e intruir dentes, girar, descruzar elementos dentários, ajuda a recuperar espaços perdidos - para colocação de próteses fixas ou removíveis ou mesmo implantes onde houve perda dentária – ajuda na verticalização de dentes dentre outras aplicabilidades que anteriormente só seriam possíveis com procedimento cirúrgico.
Após o planejamento, com definição do local e tamanho do mini-parafuso, devemos observar as condições gengivais e periodontais do paciente, assim como sua higiene oral, pois muitos dos pinos são perdidos devido a falta de uma boa higienização. Já devemos colocar forças primárias logo após a instalação, para obtenção de melhores resultados.
Existem ainda outras utilizações, mais abrangentes, como fazer uma disjunção no palato/céu da boca, potencializando a abertura da sutura palatina, onde podemos acoplar ao disjuntor costumeiro pinos, para uma abertura mais efetiva em pacientes que já tenham passado pela puberdade – o que antes só teria uma boa eficácia com uma cirurgia ortognática.
Outra vantagem desses dispositivos é que podem ser colocados pelo próprio ortodontista com anestesia local, e no próprio consultório, resultando assim um custo menor para o paciente. Não é recomendável a anestesia dos dentes vizinhos, para que se mantenha uma maior percepção de contato. Normalmente o tempo clínico, após o planejamento, não é maior do que trinta minutos - entre preparar o paciente e colocar o mini-implante.
A orientação de higiene oral é de extrema importância para o sucesso. Devemos indicar a escova pós cirúrgica e bochecho com clorexidina/periogard nas primeiras semanas.

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Esses miniparafusos são fabricados em titânio, com diferentes graus de pureza e tratamento, e, apesar dos diversos modelos e tamanhos é possível dividi-los em três partes: cabeça, perfil transmucoso - área que fica entre o osso e a cabeça - e ponta ativa – que corresponde a rosca do mini-implante. Na cabeça no mini-implante é onde se colocam elásticos e outros dispositivos para a movimentação dentária desejada.
Com esse recurso, conseguimos resul-tados que antes só seriam possíveis com procedimentos complexos. É um grande avanço para o cirurgião dentista e para o paciente. Os procedimentos se tornam cada vez mais indolores, e, com excelentes chances de sucesso ao seu final.

 

 Nova técnica que traz conforto,
resultados e economia para o paciente

 

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Dra. Patrícia Christofoletti Rossetti
CRO 51889
Cirurgiã dentista; Ortodontista; Curso multidisciplinar de dor no HC; Acupunturista pela São Leopoldo Mandic e Membro da Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor - SBED


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