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COMO OS CÃES SE COMUNICAM. A LINGUAGEM DOS CÃES

ANA CAMILA M. PEREIRA

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SAIBA COMO SEU CÃO SE SENTE

Estudos que deram início à interpretação da forma como os cães se comunicam foi feito pela pesquisadora Turid Rugas. Ela identificou que os cães apresentavam uma série de sinais corporais, os quais tinham o intuito de apaziguar uma situação. Eles usavam todo o corpo, e músculos da face, para transmiti-los. Conseguiu observar mais de trinta sinais apaziguadores, comuns entre cães. 

A importância de entender esses sinais é por uma série de fatores, dentre eles o mais importante: hoje em dia eles vivem muito próximos a nós. Isso exige que essa comunicação entre espécies - humano e cão - seja clara e eficiente, para não criar ansiedade, situações constrangedoras ou más interpretações.
Sabendo como eles se sentem e tendo a capacidade de ler corretamente o cão, você consegue construir uma relação respeitosa, de cooperação e harmonia, para os dois.
Lembrando que profissionais que trabalham na área, como banhistas, monitores, veterinários, passeadores e adestradores, precisam entender a fundo sobre a espécie para realizar com respeito e qualidade as suas atividades.
Logo, através da uma leitura correta, é possível evitar situações de estresse, entender os gatilhos do ambiente que afetam o cão, evitar o medo excessivo, e, evitar a reatividade - agressividade.
O ponto chave é nunca avaliar os sinais corporais isoladamente, é observar o contexto em que eles ocorrem.
O repertório comunicativo do cão vai variar de acordo com as oportunidades das exposições nas interações sociais, ele criará fluência assim que for aprendendo o que cada sinal significa. Até mesmo antes de ouvir ou ver, o filhote, já emite alguns desses sinais. Motivo pelo qual as experiências sociais vivenciadas, na ninhada e ou com a mãe, até os sessenta dias de vida é de extrema importância para a base do repertório. Não é indicado retirar o cão da ninhada antes desse período. Nessa fase os cães acabam aprendendo quais comportamentos são adequados e quais são inadequados, como, por exemplo, a força da mordida - soltando o irmão quando ele chora, em uma brincadeira. Fazendo uma analogia é preciso saber perfeitamente o alfabeto, nesse início de vida, para então iniciar a linguagem quando maior.
Cães que não têm a oportunidade de exercitar essa linguagem acabam ficando ansiosos, com medo, e podem até se tornar reativos/agressivos quando expostos a outros cães. Os sinais também podem sofrem influência da raça. Cães pequenos costumam bocejar com mais frequência em situações de desconforto, e, Terries costumam levantar uma pata dianteira quando estão em uma situação de tensão.
Os cães buscam o tempo todo equilibrar as situações, por isso emitem esses sinais, com o intuito de apaziguar coisas incômodas. Caso esses sinais não sejam interpretados e respeitados pelo outro cão, o passo seguinte pode ser a reatividade. Conhecer esses sinais nos dá segurança de antecipar um comportamento indesejado, em muitos casos a agressividade é uma tentativa extrema de por fim no conflito, seja frente a um cão ou pessoa.
O conjunto de sinais estudado pela pesquisadora leva o nome de Calming Signals - sinais da calma. Têm como objetivo manter a ordem e a tranquilidade. São chamados assim porque causam o efeito de acalmar e tranquilizar os cães, que estão fazendo parte daquele contexto.
Cães mais experientes usam esses sinais para aliviar pressão, ou tranquilizar o outro, caso ele esteja com medo ou tenso, evitando e saindo de possíveis atritos.
Os sinais mais comuns são: o liking - lamber parcialmente o nariz, o play bow - traseiro inclinado para cima, o bocejo, virar o rosto, desviar o olhar, mudar de trajeto, fingir que fareja algo, levantar a pata, congelamento corporal, posição da cauda - movimentos amplos, para cima, para baixo ou na intermediária, sentar, deitar, pregas faciais relaxadas ou tensas, e, urinar – de forma diferente de uma demarcação territorial.
Quando entendemos como o cão está se sentido, observando todo o contexto em que esses sinais corporais aparecem, fica fácil adequar situações e até mesmo se antecipar a elas. Sabendo o que deixam nossos cães desconfortáveis, provavelmente mudaremos nossa postura e atitude, os casos de agrados intensos, abraços, apertos, máquinas fotográficas próximas a focinhos, situações que eles não têm como evitar. Poderemos entender mais fácil quando ele avisa: “se a situação não melhorar, o próximo passo será minha reatividade”.


anacamila

DRA. ANA CAMILA M. PEREIRA
CRMV-SP 30967
Médica Veterinária Comportamental

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